Bovespa perde força, mas fecha em alta, com empresas de commodities

O Ibovespa fechou em alta de 1,45% aos 61.954 pontos, depois de ter subido 2,42% durante o pregão. Depois da alta expressiva pela manhã, o indicador recuou, acompanhando a queda no preço internacional do petróleo. "Neste momento, os investidores aproveitaram para realizar os lucros do dia", diz um operador.

Diante da falta de previsibilidade sobre o governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, e os reflexos para o mercado financeiro, os investidores estão mais cautelosos. Além disso, ainda há dúvidas sobre a aprovação da PEC dos gastos e da reforma da Previdência e os impactos das delações da Odebrecht para o governo de Michel Temer.

"O patamar dos 64 mil pontos era um exagero. O mercado acreditava que os balanços das empresas no terceiro trimestre, principalmente da Petrobras, viriam muito melhor do que foi divulgado", diz Ari Santos, gerente de mesa Bovespa, da H.Commor DTVM. A estimativa é de que o Ibovespa oscile entre 60 mil e 62 mil pontos até o final do ano.

A cotação do petróleo no mercado internacional caiu. Os contratos de petróleo do tipo WTI caíram 0,4% a US$ 48,03 o barril. Os investidores aguardam a reunião da próxima semana da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), da qual se espera o anúncio de um corte coordenado da produção.

Mesmo com a queda no preço internacional do petróleo, as ações da Petrobras fecharam em alta. Os papéis preferenciais subiram 2,25% e as ações ordinárias ganharam 2,49%. A Petrobras informou que as negociações dos termos e das condições relacionadas a potenciais transações de ativos entre a empresa e a petrolífera francesa Total estão em "estágio inicial". A Petrobras pode vender participações em áreas do pré-sal para a companhia francesa.

Os destaques de alta do dia foram as ações das companhias produtoras de commodities metálicas. As ações ordinárias da Vale subiram 7,51%, os papéis PNA da empresa tiveram alta de 6,15%, as ações ordinárias da CSN ganharam 4,62%, os papéis preferenciais da Gerdau subiram 4,22% e as ações da Gerdau Metalúrgica tiveram alta de 3,65%.

O preço do minério de ferro subiu 5,7% no porto de Qingdao, na China, para US$ 74,10 a tonelada. Além disso, os investidores continuam otimistas com as promessas de campanha do presidente eleito nos Estados Unidos sobre novos investimentos em infraestrutura, que podem chegar a US$ 1 trilhão, e aumentar a demanda por commodities.

As ações PNA da Suzano Papel e Celulose subiram 5,49% porque a companhia anunciou um novo aumento de preços da celulose de eucalipto na China, diante das condições favoráveis do mercado. O reajuste será de US$ 20 por tonelada, elevando a US$ 550 por tonelada a cotação de referência no mercado chinês a partir de 1º de dezembro.

As ações ordinárias da Kroton também subiram e fecharam com alta de 5,56% após a empresa anunciar que seu conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 122,4 milhões em dividendos a seus acionistas. O pagamento será feito em 25 de novembro a acionistas em posição em 16 de novembro.

Na ponta oposta, as maiores quedas do dia estavam com os papéis ordinários da Embraer, com baixa de 3,77%, seguidas pelas ações ordinárias da Cyrella, com baixa de 2,87%. Os papéis da Multiplus caem 2,21%.

O giro financeiro do Ibovespa ficou em R$ 7,1 bilhões.

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