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Atualizada: GPA tem dificuldade cumprir entregas de Black Friday

O Grupo Pão de Açúcar enfrenta problemas de pós-venda relacionados às promoções de Black Friday, com dificuldades para cumprir prazos e atender demandas de consumidores não atendidos. Relatos de clientes apontam pendências de produtos com entregas atrasadas e impossibilidade de acessar os canais de atendimento da companhia.

Há dezenas de registros apenas nessa sexta-feira no website do Reclame Aqui. Em um deles, às 15h36 desta sexta-feira, o consumidor resume problemas que são comuns em outros posts: "No dia 25/11 efetuamos as compras pelo site e a previsão de entrega era para o dia 27/11. Pois as compras não chegaram. Na segunda-feira recebi um sms dizendo que as compras chegariam em até 4 dias úteis após o prazo agendado. Os 4 dias úteis passaram e não recebi as compras. Não conseguimos contato nem pelo site nem por telefone. Ficamos todos os dias durante 20 a 30 minutos ao telefone mas sem sucesso. A espera é longa e, ao final, surge uma mensagem dizendo que você será redirecionado a um número externo e aí novamente um aviso dizendo: Falha na transferência para o número externo. Não conseguimos contato com o SAC".

Segundo a lista divulgada pelo Procon-SP com o ranking das empresas mais reclamadas durante a Black Friday deste ano, as empresas do Grupo Pão de Açúcar aparecem em segundo lugar, apenas atrás da Adidas, a mais reclamada.

Em entrevista ao Valor no dia 28 de novembro, para fazer o balanço de vendas da Black Friday, o diretor comercial de multivarejo do grupo - que inclui as redes Extra e Pão de Açúcar -, Renato Giarola, afirmou que o GPA não verificou demanda acima da oferta que pudesse levar a falta de produtos nas lojas.

Bebidas, celulares e itens de higiene e beleza foram algumas das categorias mais vendidas na Black Friday deste ano pelo Grupo Pão de Açúcar, nos supermercados e hipermercados. A expectativa da empresa era a de que nesses segmentos com demanda mais forte a expansão tenha sido de dois dígitos, na faixa de 10% a 20% em comparação com o evento de 2015, disse Giarola.

Segundo a empresa de pesquisas Ebit, o comércio on-line brasileiro faturou R$ 1,9 bilhão no evento promocional Black Friday de 2016, um aumento de 17% na comparação com o ano passado. O número de pedidos subiu 5%, para 2,2 milhões.

Outro lado

Procurado, o Grupo Pão de Açúcar informou que "enfrenta dificuldade para entregar no prazo vendas da Black Friday".

A empresa esclareceu ainda que "o ranking divulgado pela Fundação Procon-SP considera a soma de demandas relacionadas a diferentes negócios e marcas do Grupo: lojas físicas de Casas Bahia, Extra e Pontofrio e comércio eletrônico, com as operações dos sites CasasBahia.com.br e Pontofrio.com, totalizando 178 manifestações".

"Sobre o ranking do Procon-SP, as redes esclarecem que trabalharam com antecipação à Black Friday, realizando um plano estruturado de ação e envolvendo diversas áreas para que os clientes fossem atendidos com precisão e excelência. Foram realizados também plantões de atendimento pela área de Atendimento ao Cliente durante todo o final de semana seguinte à Black Friday, com equipes dedicadas a esclarecer as dúvidas e atuar na resolução de eventuais problemas. Adicionalmente, a empresa informa que todas as manifestações recebidas via Fundação Procon SP durante a Black Friday foram tratadas em um prazo de 24 horas após a manifestação. Portanto, a totalidade de demandas foi respondida e endereçada."

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