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Dólar acompanha exterior e cai ao menor nível desde novembro de 2016

O dólar fechou em queda frente ao real, antes da divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), acompanhando o movimento no exterior.

A acomodação da alta das taxas dos Treasuries após a eleição de Donald Trump para presidente nos Estados Unidos e a valorização dos preços das commodities, com o petróleo operando em alta hoje, abriram espaço para o retorno das operações de "carry trade", que buscam ganhar com a arbitragem de juros, beneficiando moedas que oferecem alto retorno, de países com altas taxas de juros, como o real e o rand sul-africano, que foram destaques de alta frente ao dólar hoje.

No mercado local, o dólar comercial caiu 1,29% fechando cotado a R$ 3,2192, menor patamar desde 9 de novembro, um dia após a eleição de Trump nos Estados Unidos, que levou a uma forte alta da moeda americana.

No mercado futuro, o contrato para fevereiro recuava 1,40% para R$ 3,243.

Na ata do Fomc, os dirigentes do Federal Reserve destacaram esperam que a política fiscal americana seja mais expansionista nos próximos anos, mas citaram "consideráveis incertezas" sobre o impacto da administração de Donald Trump sobre a economia e crescimento.

O Fed reiterou que um aumento gradual da taxa básica de juros americana permanece apropriado, reduzindo os temores de uma aceleração do ciclo de aperto monetário para conter eventual pressão sob a inflação por causa da política fiscal expansionista.

O Fed elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto em dezembro, depois de um ano de estabilidade. As projeções do Fed indicam mais duas altas de 0,25 ponto neste ano. as taxas dos Treasuries refletiam um pouco mais de duas altas em 2017.

No caso do Brasil, a expectativa de aumento do fluxo de recursos, com a retomada da emissão de bônus no exterior e a conclusão de operações de fusões e aquisições, contribuíam para o real ter um desempenho melhor que seus pares.

No ano passado, o fluxo cambial encerrou 2016 negativo em US$ 4,252 bilhões, resultado de uma saída líquida de US$ 51,562 bilhões da conta financeira e de um superávit de US$ 47,309 bilhões na conta comercial, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central. Esse é o pior resultado desde 2014, quando foi registrado um saldo negativo de US$ 9,287 bilhões, e reverteu o resultado positivo de US$ 9,414 bilhões de 2015.

Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 1,087 bilhão, o melhor resultado para dezembro desde 2009.

Com isso, os bancos encerraram o ano passado com uma posição vendida em dólar no mercado à vista de US$ 24,541 bilhões, a maior desde 2014.

Por enquanto, o Banco central continua fora do mercado de câmbio, o que ocorre desde 13 de dezembro. No ano passado, a autoridade monetária teve um lucro contábil de R$ 75,562 bilhões com operações com swap cambial dada a queda de 17,84% do dólar. Em 2015, o banco havia registrado prejuízo de R$ 89,657 bilhões com derivativos cambiais.

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