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Ações de bancos sobem e puxam Ibovespa

O Ibovespa fechou com valorização de 0,82% nesta terça-feira, aos 64.354 pontos. De acordo com operadores, o movimento de alta ganhou força com a compra de ações do setor bancário por investidores estrangeiros. O giro financeiro do Ibovespa ficou em R$ 5,6 bilhões e até o dia 13 de janeiro os estrangeiros já deixaram R$ 2,4 bilhões no mercado de ações.

Os papéis ordinários do Banco do Brasil subiram 1,62%, os papéis preferenciais do Bradesco tiveram alta de 2,86%, as ações ordinárias do Bradesco ganharam 2,14%, os papéis do Itaú Unibanco tiveram alta de 2,69% e as ações unit do Santander subiram 2,27%. "Pelo peso que as ações dos bancos têm na composição do Ibovespa, elas acabam puxando o indicador para cima", diz Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da H.Commor DTVM.

Outras ações com destaque de alta foram os papéis da Estácio Participações, que subiram 4,04%, e as ações da Kroton, com valorização de 4,04%. As companhias informaram que desconhecem a causa da alta e analistas também não souberam informar o motivo da valorização.

As ações da Petrobras fecharam com comportamento distinto. Os papéis preferenciais subiram 0,44% e os papéis ordinários tiveram baixa de 0,44%. Em nota distribuída a clientes, o BTG Pactual acredita que neste ano, a Petrobras "tem grande chance de surpreender [positivamente] de novo".

Segundo a instituição, a agenda da petroleira neste ano inclui uma lista de decisões importantes para o futuro da companhia e passa por assuntos que vão desde a venda de refinarias, da Braskem e da BR Distribuidora à renegociação do contrato da cessão onerosa e à participação da empresa nos próximos leilões.

Já as ações da Vale fecharam em baixa. Os papéis ordinários caíram 3,93% e as ações PNA recuaram 1,96%. O preço do minério de ferro caiu 2,5% em Qingdao, na China, a US$ 81,55 por tonelada.

Os acionistas da Vale analisam a migração das duas classes de ações da empresa para uma única classe de ações ordinárias. Se a unificação das ações evoluir, a Vale estará caminhando para se tornar uma companhia com controle pulverizado em que os atuais acionistas seriam diluídos.

As ações das construtoras também fecharam em alta. Os papéis da Cyrela subiram 3,56%, as ações da Rossi subiram 43,10%, as ações da Eztec ganharam 4,77%, os papéis da Helbor caíram 0,43%, Gafisa teve alta de 1,64% e PDG Realty subiu 34,10%.

O movimento de alta de algumas ações de construtoras, como PDG Realty e Rossi pode ser um movimento de "short squeeze", compra de ações para cobrir posições vendidas, na avaliação de Marcos Peixoto, CEO da XP Gestão. Para ele, o movimento também tem relação com o pacote que o governo quer soltar para regularizar os distratos, que hoje são o grande problema das construtoras.

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