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Juros futuros caem sustentados por dados mais fracos nos EUA

As taxas de DI caíram nesta sexta-feira, movimento sustentado por dados mais fracos da economia americana, que amenizaram preocupações com um ritmo mais forte de aperto monetário nos EUA.

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro de 2018 cedia a 10,935% ao ano, frente a 10,960% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 recuava a 10,410%, contra 10,470% no último ajuste.

Entre os vértices mais longos, o DI janeiro de 2021 cedia a 10,640%, ante 10,730% no ajuste da véspera. E o DI janeiro de 2025 tinha taxa de 10,950%, comparado a 11,050% no ajuste anterior.

Os números mais fracos dos EUA ditaram alívio nos juros dos Treasuries, o que ajudou no movimento local. Mas esse movimento conta apenas uma parte da história. O mercado de forma geral segue confiante na continuação da trajetória de baixa da inflação, o que daria mais espaço para o Banco Central seguir cortando os juros. Isso explica as quedas também nos DIs de prazos mais curtos, mais sensíveis às expectativas para a política monetária.

Ontem, a Petrobras anunciou redução nos preços do diesel e da gasolina nas refinarias. Alvaro Bandeira, economista-chefe do Home Broker Modalmais, diz que a medida não terá impacto na inflação, mas destaca a sinalização "positiva".

No mercado, não se descarta a possibilidade de quedas adicionais do juro nominal, mas o "trade" mais citado tem sido o de juro real. Nessa linha, a Renascença recomenda compra de NTN-B 2021 com taxa de 5,68% ao ano, alvo de 5,00% e "stop" em 6,05%. No mercado secundário, a NTN-B 2021 é negociada nesta sexta-feira a 5,71%.

Para Pedro Barbosa, estrategista de renda fixa da Renascença, a dinâmica "muito favorável" ao processo de desinflação dá condições para o Banco Central continuar reduzindo a Selic "de forma contínua e em boa parte permanente". "Resumindo: Há condições para juros reais mais baixos no médio prazo", afirma.

A queda dos prêmios de risco, inflação implícita cadente, cortes de juros e maior confiança na política econômica têm turbinado o retorno das NTN-B desde o ano passado. Nos últimos 12 meses, a rentabilidade é de 25,44%, segundo o índice IMA-B da Anbima. Papéis com vencimentos a partir de cinco anos (representados pelo índice IMA-B 5+) ganham ainda mais: 33,74%. Esse é o melhor desempenho dentre os índices e subíndices da família IMA.

Neste ano, o IMA-B rende 1,93%. O IMA-B 5+ avança 2,27%.

O Itaú Unibanco considera a renda fixa brasileira em vantagem quando confrontada com outros mercados emergentes. A expectativa de inflação ainda em trajetória de baixa ampara a visão de que as taxas reais de juros tendem a cair mais. As taxas nominais, porém, parecem mais ajustadas ao cenário, pelo menos por ora.

O Itaú espera que o Banco Central reduza a Selic novamente em 0,75 ponto percentual em fevereiro - e também em abril. A taxa básica de juros da economia deve chegar a 9,75% ao ano até dezembro.

A inflação vai continuar desacelerando em 2018, com a economia ainda mostrando elevados níveis de ociosidade. Para o banco, se o IPCA ficar neste ano abaixo do centro da meta, pode criar oportunidade para se discutir redução da meta de inflação. A meta deverá ser definida até o fim de junho.

Na curva de DI, o mercado embute Selic perto de 9,75% no fim deste ano. Para o Copom de fevereiro, os contratos indicam 76% de probabilidade de nova redução de 0,75 ponto, a exemplo de janeiro.

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