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IPCA desacelera para 0,33%, menor taxa para fevereiro desde 2000

(Atualizada às 9h58) A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,33% em fevereiro, após registrar 0,38% em janeiro, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa para o mês desde o ano 2000, quando subiu 0,13%. Em fevereiro de 2016, o IPCA tinha aumentado 0,90%.No primeiro bimestre, o IPCA acumula alta de 0,71%.


Nos 12 meses até fevereiro, houve avanço de 4,76%, número próximo da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), de 4,5% no ano.É a primeira vez que o IPCA acumulado em 12 meses fica abaixo de 5% desde junho de 2012, quando subiu 4,92%. A taxa de 4,76% é também a menor desde setembro de 2010, quando avançou 4,7%. Em fevereiro do ano passado, o acumulado em 12 meses era de 10,36%.


O IPCA de fevereiro ficou abaixo da média de 0,44% estimada por 25 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data. Ficou também abaixo do piso do intervalo das projeções, que ia de alta de 0,38% a 0,53%. No acumulado em 12 meses, a expectativa era de que a inflação correspondesse a 4,86%.


Principais influências


Em fevereiro, o grupo educação, com alta de 5,04% e impacto de 0,23 ponto percentual, dominou o IPCA do mês, sendo responsável por 70% da taxa. Esse avanço reflete os reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo, em especial os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, que subiram 6,99%. Esse item teve o maior impacto individual sobre o índice no mês (0,21 ponto), informa o IBGE.


Em contrapartida, o grupo alimentação e bebidas saiu de alta de 0,35% em janeiro para deflação de 0,45% em fevereiro e retirou 0,11 ponto percentual do IPCA de fevereiro. Este é o menor resultado desde julho de 2010, quando os preços dos alimentos tiveram queda de 0,76%. Ao se considerar apenas os meses de fevereiro, esta é a queda mais intensa desde o início do Plano Real, em 1994.


Índices regionais


A inflação desacelerou entre janeiro e fevereiro em nove dos 13 locais pesquisados pelo IBGE. Aregião metropolitana do Rio de Janeiro teve a inflação mais alta, com avanço de 0,68%, depois do 0,40% registrado em janeiro.Houve aceleração ainda em Curitiba, de 0,31% para 0,44%; Porto Alegre, de 0,18% para 0,24%; e em São Paulo, de 0,23% para 0,27%.


Por outro lado, o IPCA subiu menos entre janeiro e fevereiro em Salvador (0,67% para 0,57%); Belém (0,37% para 0,35%); Belo Horizonte (0,64% para 0,34%); Fortaleza (0,62% para 0,30%); Recife (0,32% para 0,25%); Campo Grande (0,56% para 0,24%) e Vitória (0,69% para 0,19%).


Em Brasília, o IPCA foi de aumento de 0,72% para queda de 0,03%. O mesmo comportamento foi verificado em Goiânia (0,20% para -0,39%).


O IPCA mede a inflação para as famílias com rendimentos mensais entre um e 40 salários mínimos, que vivem nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Vitória, Belém, Brasília, e nos municípios de Goiânia e Campo Grande.


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