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Juro futuro fecha em queda antes de IPCA-15, apesar da alta do dólar

As taxas de juros futuros da BM&F ignoraram a tensão na Bovespa e caíram nesta terça-feira, a despeito também da alta moderada do dólar.De forma geral, operadores preferiram se ater à expectativa pelo IPCA-15 de março, a ser divulgado amanhã, e que pode endossar apostas de aceleração do ritmo de cortes da Selic em abril.


Um novo dia de baixa nos juros dos Treasuries (títulos do Tesouro americano) também colaborou para o recuo das taxas locais, especialmente as de prazos mais longos.


A curva de DI embutia nesta terça 79% de probabilidade de corte de 1 ponto percentual do juro básico em abril, ante 71% do fechamento de ontem.


O gestor sênior de renda fixa da Absolute, Renato Botto, chama a atenção para coletas próprias de preços no atacado, cuja expectativa é que voltem a apontar para baixo.


A perspectiva que o contingenciamento do Orçamento a ser anunciado nesta quarta-feira pelo governo seja robusto também ampara alívio dos prêmios de risco do mercado."O mercado está confiando que será um número condizente com a atual situação e necessidade das contas públicas. Existe confiança de que não haverá maquiagens", diz Botto.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro de 2021 - que reflete percepção de risco mais estrutural - caía a 9,930% ao ano, contra 9,990% no ajuste da véspera.


O DI janeiro de 2018 - mais relacionado às expectativas para a política monetária ao longo de 2017 - cedia a 9,960%, frente a 9,995% no ajuste anterior. E oDI janeiro de 2019 caía a 9,490%, comparado a 9,550% no último ajuste.

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