Inflação prevista pelos consumidores fica estável pelo 3º mês seguido

A despeito da desaceleração dos preços nos últimos meses, a mediana das expectativas dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses seguintes manteve-se estável pelo terceiro mês consecutivo em abril, em 7,5%, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). No mesmo período de 2016, a expectativa era de 10,7%.


"O resultado de abril mostra que uma parcela importante da queda nas expectativas dos consumidores nos meses anteriores foi reflexo da surpresa com relação à inflação realizada e da repercussão dessa notícia na mídia. Assumindo que a inflação realizada continuará sua trajetória de queda, espera-se que ao longo dos próximos meses a expectativa de inflação dos consumidores volte a cair, mantendo-se um pouco acima da inflação medida pelo IPCA acumulado em 12 meses", afirma o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV-Ibre.


A maior fatia - 20,2% - acredita que a inflação deve ficar entre 4,5% e 5,5% nos próximos 12 meses, mas cresceu de 11,2% para 16,3% a proporção daqueles que veem um IPCA abaixo de 4,5%, meta almejada pelo Banco Central (BC).


A inflação prevista ficou relativamente estável nas diferentes faixas de renda, exceto pela faixa de renda familiar até R$ 2.100,00, em que a inflação prevista subiu 1,4 ponto em relação ao mês anterior, passando a 9,8%. Quem prevê a menor inflação - de 5,8% em 12 meses - é a faixa dos que têm renda acima de R$ 9.600 mensais.

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