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Brasil gera 59.856 empregos formais em abril

(Atualizada às 10h57) O país registrou a abertura de 59,856 mil empregos formais em abril, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), anunciado nesta terça-feira pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. É o primeiro saldo positivo para o mês desde 2014, quando o país criou 105 mil vagas. Em abril de 2016, houve a perda de 62,844 mil postos de trabalho. Todos os dados são sem ajuste, ou seja, não incorporam informações enviadas ao ministério fora do prazo.


"Estamos comemorando os números positivos em abril. Espero que no mês que vem possamos comemorar a retomada do emprego no Brasil com números positivos também. Continuo confiante de que, em maio, teremos números positivos", afirmou o ministro."Vemos uma tendência de retomada do emprego. É fundamental isso. Quanto maior o número de trabalhadores com carteira, mais forte a economia do país", acrescentou.


O setor que mais contratou em abril foi o de serviços, com saldo positivo de 24.712 trabalhadores. Em seguida, veio a agropecuária, com 14.648 vagas; indústria da transformação, com saldo de 13.689 empregos; o comércio, com 5.327, e a administração pública, com saldo de 2.287 empregos.


Apenas a construção civil apresentou fechamento de vagas, de 1,760 mil.Nogueira disse esperar a retomada do emprego nesse segmento apenas no segundo semestre deste ano. "Deve acontecer com a retomada de obras. Todo o processo para uma obra pública dura seis meses, e por isso espera um segundo semestre melhor", disse.


De janeiro a abril, o país registrou um saldo negativo líquido de 933 vagas. No mesmo período em 2016, o saldo negativo era de 378,481 mil vagas.Nos 12 meses até abril, o número de demissões supera o de admissões em de 69.896, segundo o Caged.


O ministro do Trabalho, que pediu desculpas pelo atraso de mais de 40 minutos na divulgação dos dados, aproveitou para defender pontos da reforma trabalhista, dizendo que dar força de lei para os acordos coletivos vai gerar emprego. "Vai aumentar emprego com carteira assinada porque teremos menor número de pessoas na informalidade", argumentou o ministro.

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