Confiança da indústria sobe em maio e alcança maior nível em 3 anos

Puxado pela melhora das expectativas, o Índice de Confiança da Indústria aumentou 1,1 ponto entre abril e maio, para 92,3 pontos, feito o ajuste sazonal. É o maior nível em três anos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 12,7 pontos.


"Apesar de a confiança industrial continuar avançando em maio, os resultados da sondagem ainda indicam insatisfação do setor com o momento presente e manutenção de elevados níveis de ociosidade. As expectativas do setor são um pouco mais favoráveis. Ainda assim, combinam, no momento, uma calibragem para baixo das perspectivas para o ambiente de negócios e para o total de pessoal ocupado no setor com previsão de aceleração da produção no curto prazo", afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV-Ibre.


A alta da confiança aconteceu em pouco menos da metade dos segmentos industriais (oito em 19) e atingiu tanto as expectativas quanto as percepções sobre a situação atual. O Índice de Expectativas (IE) avançou 1,3 ponto, para 95,7 pontos, o maior nível desde abril de 2014 (96,9), e o Índice da Situação Atual (ISA) subiu 0,7 ponto, para 89 pontos.


A melhora das expectativas com a evolução da produção foi a responsável pela alta do IE no mês. O indicador de produção prevista para os três meses seguintes subiu 5,8 pontos, para 99 pontos, o maior nível desde março de 2014 (99,4). Houve aumento da proporção de empresas prevendo produção maior, de 32,1% para 34,7% do total, e queda na das que preveem produção menor, de 22,8% para 18,4% do total.


As melhores avaliações do setor sobre a demanda determinaram a alta do ISA em maio. O indicador de nível de demanda teve elevação de 4,7 pontos, para 87,6 pontos, o maior nível desde julho de 2014 (88,3). O resultado sucede queda de 1 ponto no mês anterior, quando o indicador foi o principal componente a influenciar negativamente o ISA. Houve redução da parcela de empresas que avaliam o nível de demanda como forte entre abril e maio, de 8,3% para 7,7% do total, e também redução, em maior magnitude, da parcela dos que o consideram fraco, de 45,7% para 31,3% do total.


O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) permaneceu estável em 74,7% entre abril e maio. O resultado é reforçado pela relativa estabilidade - avanço de 0,1 ponto percentual - do Nuci na métrica de médias móveis trimestrais, em 74,6%.


A sondagem da indústria colheu informações de 1.130 empresas entre os dias 2 e 24 deste mês.

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