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Juros futuros batem mínimas em um mês, com apostas de Selic mais baixa

A percepção de risco para a política monetária caiu nesta sexta-feira ao menor patamar do mês, num dia em que os juros futuros tocaram mínimas não vistas desde a deflagração da mais recente crise política, há cerca de 30 dias.


As apostas dos investidores sugerem que o mercado vê cada vez menos riscos de o Banco Central precisar apertar a política monetária ao longo do ano que vem, no que seria efeito colateral da instabilidade política.O alívio ocorre porque o mercado tem entendido que fatores conjunturais respaldam a continuidade do afrouxamento monetário, apesar das incertezas em torno das reformas econômicas.


"O juro estrutural até pode ser alvo de questionamentos, por causa da incerteza sobre as reformas, mas do ponto de vista conjuntural não há dúvida de que existe amplo espaço para corte da Selic", diz o sócio-gestor da JPP Capital Joaquim Kokudai.


Ele lembra que há "muita ociosidade" na economia e que esse cenário deve continuar corroborando a queda das expectativas de inflação. A última pesquisa Focus mostrou redução pela segunda semana consecutiva da projeção para o IPCA deste ano. A inflação esperada para 2018 também sofreu declínio, bem como as expectativas para a variação do PIB em 2017 e 2018.


Nesta sexta-feira, foi divulgado o índice IBC-Br, que teve alta de 0,28% em abril sobre março, com ajuste sazonal.


Na próxima semana, os mercados terão a oportunidade de novamente calibrar apostas para a política monetária, com a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Em reuniões nesta semana que colheram impressões para a elaboração do RTI, diretores do BC ouviram de economistas que a crise política tem efeito líquido desinflacionário e que a atividade econômica ainda está muito suscetível a reveses.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 caía a 9,110% (9,165% no ajuste anterior). Na mínima, foi a 9,090%, menor patamar desde 17 de maio.O DI janeiro/2019 cedia a 9,080% (9,200% no último ajuste), depois de tocar 9,050%, mínima também desde 17 do mês passado.


E o DI janeiro/2021 recuava a 10,110% (10,260% no ajuste anterior), não distante do piso do dia, de 10,090%, patamar mais baixo desde 17 de maio.

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