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Ibovespa sustenta alta com bancos e siderúrgicas; dólar recua

A bolsa de valores brasileira tem sólida alta nesta segunda-feira (26), embalada pela perspectiva de continuidade da queda dos juros e pelo avanço das commodities.


As empresas do setor financeiro estão entre as líderes dos ganhos hoje na B3. Profissionais atribuem o desempenho ao resultado da pesquisa Focus do Banco Central, que apontou uma redução nas projeções para a inflação neste ano e no próximo, reforçando a expectativa de queda dos juros.


As produtoras de matérias-primas também têm destaque, com as siderúrgicas acompanhando a alta do minério de ferro.


O Ibovespa subia 1,45%, para 61.970 pontos, às 13h19. O dólar comercial recuava 0,78%, vendido a R$ 3,3124, no mesmo horário, e os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 e janeiro de 2019 caíam 0,96%, para R$ 3,3160.


A Cyrela ON tem a melhor performance do principal índice acionário local, ganhando 3,86%, seguida por Usiminas PNA (alta de 3,81%), depois de o minério de ferro subir 0,8%, a US$ 63,30 a tonelada, no mercado futuro da China.


Já as ações dos bancos são impulsionadas pelos números do boletim Focus divulgado hoje pelo Banco Central, que reduziram para 3,48% a projeção da inflação deste ano, e para 4,30% a do ano que vem. Asprevisões devem sustentar uma redução adicional dos custos do crédito no país. Brasil ON sobe 3,41%, enquanto Bradesco PN avança 3,18%, e Bradesco ON cresce 3,15%.


No time das maiores queda do dia no horário estão JBS ON (-1,76%), Qualicorp ON (-1,73%), Embraer ON (-1,64%), Natura ON (-1,36%) e Rumo ON (-1,21%).


Câmbio


O dólar opera em queda firme nesta segunda-feira. Durante a manhã, a divisa chegou a testar o nível de R$ 3,30 pela primeira vez desde que a derrota da reforma trabalhista na comissão do Senado elevou as preocupações com a agenda de reformas. Por volta das 13h30, estava em queda de 0,75%, para R$ 3,3134. O contrato futuro, por sua vez, caía 0,93%, para R$ 3,3170.


O ambiente de incertezas políticas no Brasil segue pensando no cenário dos agentes financeiros.Nesta semana, a Procuradoria Geral da República (PGR) deve apresentar uma denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção.


"O clima político segue tenso", destaca José Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos. Para ele, a "melhor compra" segue em R$ 3,25, mas este é um patamar muito otimista para este momento. Logo, a sugestão da primeira compra é de que pode feita perto de R$ 3,30", que é caro, mas é a primeira sugestão", diz.






Mas, por ora, prevalece no câmbio doméstico o efeito da valorização das moedas emergentes.


Dentre 33 divisas globais, o real brasileiro, o rublo russo e o peso mexicano lideram os melhores desempenhos do dia. Outros pares, como o rand sul-africano e a lira turca, vêm logo em seguida, denotando a sessão favorável para essas praças. Os ativos ganham terreno enquanto os contratos futuros de petróleo buscam se firmar em alta, a despeito da volatilidade nas commodities.


O recuo da divisa americana se apoia nos sinais de fraqueza da economia dos Estados Unidos. Indicadores de atividade, divulgados hoje, ficaram aquém do esperado e minimizam a chance de um aperto monetário mais duro pelo Federal Reserve (Fed). Alguns participantes do mercado apostam, por exemplo, que os aumento de juros nos EUA já cessaram neste ano, apesar da projeção entre dirigentes do Fed de que ainda pode haver mais um movimento em 2017.


Juros


Os juros futuros operam em ligeira baixa nesta segunda-feira. O recuo nos vértices mais curtos conta com o cenário de inflação baixa e atividade fraca, reforçado mais cedo pelas estimativas do Boletim Focus. O fator preponderante, na avaliação de profissionais de mercado, é a influência da queda do dólar ante emergentes, incluindo o real.


Os números do Focus alimentam o debate entre os agentes financeiros sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom) a respeito do processo de flexibilização monetária. A curva de juros precifica cerca de 65% de um corte de 0,75 ponto percentual da Selic no encontro do colegiado em julho. A possibilidade de repetição do ritmo, com decisão por uma baixa de 1 ponto da taxa, era de 35%.


O debate também ocorre sob o prisma de uma possível mudança da meta de inflação para 2019.


Por volta das 13h35, o DI janeiro/2019 recua a 8,980%, ante 9,000% no ajuste anterior, o DI janeiro/2018 cai também a 8,980%, ante 8,995% na mesma base de comparação. A diferença entre os dois vencimentos ficou negativa ao longo da manhã, sinalizando a percepção de risco menor sobre possível um aperto monetário, que poderia ocorrer pouca da crise política.


Ainda entre vencimentos intermediários, o DI janeiro/2021 cai a 10,190%, ante 10,210% no ajuste anterior.

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