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Com orçamento 58% menor, EPE pede doação de equipamentos

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pelo planejamento do setor energético brasileiro, está pedindo doação de equipamentos como computadores, notebooks, licenciamento de softwares e até a contratação de empresa especializada para desenvolver o Portal de Eficiência Energética. A empresa afirma que o objetivo éenfrentar corte de 58% do seu orçamento de custeio.


A estratégia foi colocada em prática depois que a empresa foi alvo de contingenciamento. A EPE solicitou R$ 34 milhões para 2017 mas o valor foi reduzido para R$ 14,3 milhões, para as despesas discricionárias, que não incluem o pagamento de pessoal.


O pedido de doações e a lista de bens que a empresa precisa entrou na página da EPE na internet no fim da tarde de segunda-feira (26).No texto, a EPE afirma que o pedido de doação é uma forma de atravessar a crise e as dificuldades "com uma atitude positiva, inovadora e criativa, acreditando que ela pode gerar bons frutos na nossa busca constante por mais eficiência".


"Com os R$ 14,3 milhões a EPE mantém o funcionamento, paga contas de aluguel, luz e etc. Mas a gente perde a nossa capacidade de repor equipamentos, de fazer cursos de treinamento, entre outros. E como somos uma empresa de capital humano, se a gente perde isso, perde expertise", disse o economista Carlos Henrique Carvalho, chefe de gabinete do presidente da EPE, Luis Barroso.


A empresa não foi econômica ao listar, no pedido de doação, suas necessidades. A lista tem 29 itens e inclui equipamentos (frisando que devem ser novos), bens e serviços que a EPE gostaria de receber como doação. Foram incluídos 208 desktops com configuração avançada - CPU Intel i7, memória de 16 GBytes, disco híbrido de 500GBytes, monitor de 23", com recursos de videoconferência como alto-falante, microfone e câmera.


A EPE também pede 100 monitores de 23 polegadas, 26 notebooks com disco de 256 gigabytes e o licenciamento de software Microsoft para um período de três anos cujo valor foi estimado pela própria empresa em R$ 3,3 milhões. As doações estão a cargo do diretor de gestão corporativa, Álvaro Pereira.


Carvalho explica que, antes de divulgar o pedido, a EPE fez uma avaliação jurídica, inclusive com o Ministério de Minas e Energia e consultas a órgãos de controle para avaliar a possibilidade.


Carvalho admite a possibilidade de conflito de interesses considerando a possibilidade de empresas afetadas por decisões da EPE - responsável, por exemplo, pelo planejamento dos leilões de energia - ou que participam de processos licitatórios doarem com a expectativa de receber benefícios.Caso surjam empresas com essa característica, Carvalho disse que a EPE só vai receber a doação depois de uma análise jurídica.


"Quisemos um processo transparente para que se mantenha a isonomia e a transparência. Caso a gente tenha alguma dúvida, vamos ouvir órgão de controle", afirmou.

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