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Bolsas de NY se recuperam de quedas, mas fecham sem direção única

As bolsas de Nova York mostraram resiliência nesta terça-feira diante do impacto da divulgação de uma série de e-mails por Donald Trump Jr, filho do presidente americano, relacionados ao encontro que teve com uma advogada supostamente ligada ao governo da Rússia.Após ajustes, o Dow Jones fechou estável aos 21.409,07 pontos. O S&P 500 caiu 0,08%, para 2.425,53 pontos. O Nasdaq subiu 0,27% a 6.193,30 pontos.


No S&P 500, os setores de energia e tecnologia foram os únicos entre os 11 subíndices a registrar ganhos de, respectivamente, 0,55% e 0,22%. Já o grupo dos papéis de instituições financeiras segurou praticamente sozinho o indicador no negativo ao cair 0,88%.


No Dow Jones, as altas foram lideradas pelas ações de GE, Boeing e Intel, que subiram, respectivamente, 1,31%, 1,13% e 0,80%. No território das perdas, a fila foi puxada por Nike, Merck e Verizon, que tiveram quedas de 0,94%, 0,78% e 0,72%, nesta ordem.


Nas mensagens, Trump Jr aceita marcar a reunião com Natalia Veselnitskaya diante da expectativa de receber informações prejudiciais à então candidata democrata à presidência Hillary Clinton. O primogênito do presidente dos EUA divulgou o conteúdo da sequência de e-mails em sua conta pessoal no Twitter após o jornal "New York Times" ter revelado a realização do encontro.


A reportagem reforçou as suspeitas de conluio entre assessores próximos à Trump e o governo russo para interferir nas eleições presidenciais em 2016. As mensagens citam a possibilidade de a advogada entregar ao filho do presidente informações "sensíveis" sobre Hillary, o que demostrava o "apoio da Rússia e seu governo" ao republicano.


Logo após a divulgação das mensagens, os referenciais nas bolsas de Nova York entraram em queda livre, ao mesmo tempo que a demanda por ativos de segurança como os Treasuries ganhou impulso. O Dow Jones e o S&P 500 chegaram a cair em minutos para as mínimas do dia, a 21.279,30 pontos, no caso do índice de "blue chips", e a 2.412,79 pontos, para o indicador mais abrangente, ou seja, recuos de 0,6% em ambos os casos.


Contudo, cerca de meia hora mais tarde, os índices reencontravam a estabilidade. Apesar da recuperação, o apetite ao risco permaneceu contido. Os principais "benchmarks" das bolsas americanas fecharam sem direção única, conforme o mercado digeriu os acontecimentos.


Os juros dos Treasuries (títulos do Tesouro americano), que passaram a primeira metade do pregão em queda, encerraram em leve alta, com a demanda fortalecida pelo episódio. O dólar se enfraqueceu com o fator político.


"Toda vez que algo assim acontece empurra mais para longe as reformas [favoráveis ao mercado]", afirmou Ian Winer, chefe de ações na Wedbush. "Os e-mails confirmam que Donald Trump Jr. estava sendo informado de que o governo russo estava dando suporte ao seu pai, que os russos tinham mensagens potencialmente danosas para Hillary e que Trump Jr estava empolgado para se encontrar com a representante estrangeira. No fundo, "acho que se trata de mais uma manchete que suporta a narrativa negativa com os russos".

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