Ibovespa sobe com Petrobras e noticiário corporativo; dólar oscila

A bolsa de valores brasileira sustenta uma firme alta nesta quinta-feira, apoiada na continuidade dos ganhos da Petrobras e em notícias corporativas que animaram os investidores.


A despeito da volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, a Petrobras estende os ganhos da véspera com o otimismo do mercado a respeito da sua estratégia de negócios.


O dia é positivo, também, para o grupo J&F Investimentos, o qual está conseguindo levar adiante um plano de desinvestimento que tem como objetivo reforçar suas finanças.


O Ibovespa, principal índice acionário local, ganhava 0,48%, com 65.144 pontos, às 13h50. O Índice de Consumo, do qual fazem parte a JBS e a Alpargatas, ganhava 1,08%, na maior alta entre sete grupos setoriais. Enquanto o frigorífico disparava 8,33%, para R$ 7,15, a fabricante de calçados avançava 4,93%, para R$ 14,90.


O Tribunal Regional Federal da 1a. Região concedeu liminar removendo a restrição para a negociação de ativos da JBS, permitindo, assim, que a venda das operações do frigorífico no Mercosul para a Minerva seja concretizada. A J&F também fechou acordo para vender o da controle fabricante de calçados Alpargatas para a Cambuhy, a Itaúsa e a Brasil Warrant, por R$ 3,5 bilhões.


A ação PN da Petrobras ganhava 0,70%, a R$ 13,03, e a ON subia 0,22%, para R$ 13,61.


Do lado político, os investidores monitoram a discussão, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) da denúncia do presidente Michel Temer (PMDB-SP) por corrupção.


Dólar


Depois da euforia de ontem, os mercados operam de lado, sem fôlego para definir uma tendência firme. O dólar passou a maior parte do dia em leve queda ou ligeira alta, ainda abaixo da linha dos R$ 3,22.


Às 13h50, o dólar tinha leve alta de 0,01% para R$ 3,2088.


A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sergio Moro deu um forte impulso aos preços ontem, contribuindo para que o real ganhasse terreno em relação a outras emergentes. Hoje, entretanto, o mercado colocou o pé no freio na onda vendedora, à espera por novas notícias. Ainda cabe recurso da decisão de Moro e, além disso, não há clareza sobre o quanto o cronograma do processo inviabilizará, de fato, sua candidatura.


Outro tema que segue no foco é a análise da denúncia contra o presidente Michel Temer, na CCJ. A incerteza sobre a permanência do atual governo e o rumo das reformas ainda é um limitador para os mercados.


Juros


Após três sessões em queda firme, os juros futuros passam por algum ajuste nesta quinta-feira, num dia em que também os mercados internacionais também diminuem o ímpeto positivo. Segundo operadores, o ajuste modesto, depois da queda expressiva de ontem, confirma que o tom ainda é favorável. Mas são necessárias novas notícias para que o mercado avance.


O DI janeiro/2019 tinha taxa de 8,67%, ante 8,64% ontem. DI janeiro/2021 era negociado a 9,81%, de 9,76% ontem. E DI janeiro/2023 subia de 10,23% para 10,28%.

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