Transações bancárias por celular crescem e já são 28%, aponta BC

O Banco Central (BC) destaca em sua newsletter "Conexão Real" que as 16,7 bilhões de transações feitas em 2016 por equipamentos móveis, como celulares, mostram que esse canal tem ganhado cada vez mais a preferência dos brasileiros e já responde por 28% das operações. Em 2015, essa participação era de 19%.


"Até o internet banking, que há algum tempo crescia 20% ao ano, tem perdido espaço. Em 2016, cresceu apenas 3%, enquanto a taxa de uso de celulares vem crescendo de 40% a 50% ao ano", comentou o chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos, Flávio Tulio Vilela.


Para o especialista do BC, a justificativa está na facilidade, na comodidade e na praticidade oferecidas pelos aplicativos desenvolvidos para dispositivos móveis.


O levantamento anual feito pelo BC, aponta que as agências e postos de atendimento continuam perdendo espaço. Em 2016, foram realizados 8,1 bilhões de transações bancárias nesses locais, 8% a menos que em 2015.


O uso dos cheques segue em queda. Em 2016, 879 milhões de operações foram realizadas por esse meio de pagamento, 14% a menos que em 2015. O valor envolvido nessas transações foi de R$ 2,259 trilhões, queda de 12% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o montante transacionado com cheques ainda é bastante alto em relação aos demais meios de pagamento, como os cartões de crédito, cujas transações somaram R$ 674 bilhões.


Segundo Vilela, o cheque ainda continua sendo mais utilizado quando a negociação envolve grandes valores, como a compra de um imóvel ou de um carro. "Na aquisição de um imóvel, por exemplo, o comprador ainda considera mais seguro pagar com cheque, tendo em conta que é possível associar a concretização da compra à liquidação do cheque".


Já as operações com cartões de débito somaram R$ 430 bilhões, alta de 10%. Em número de operações, as transações subiram 5% de 2015 para 2016 e atingiram 6,8 bilhões no total. No caso do cartão de crédito, foram 5,9 bilhões de operações, alta de 6%.


Ainda segundo o relatório do BC, a quantidade de ATMs (caixas eletrônicos) por região permanece praticamente estável desde 2010. Essa era uma tendência esperada, já que o compartilhamento de máquinas pelos bancos é uma política que vem sendo estimulada pelo BC.


"Não é eficiente que cada banco gerencie e mantenha uma máquina própria, uma vez que é possível a concentração de vários bancos em um único ATM. Isso acaba por reduzir custos e beneficiar o cliente", defende Vilela.


Divulgadas anualmente, as Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil compilam informações enviadas pelos diversos participantes do mercado e incluem números referentes ao uso dos instrumentos de pagamento no país, ao mercado de cartões de pagamento e aos canais de acesso a transações bancárias.

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