Bolsas de NY fecham nas máximas, com continuidade dos balanços

Hoje foi dia de máximas em Wall Street. O Dow Jones ultrapassou seu maior nível em todos os tempos pela 26ª vez no ano, o S&P 500 também obteve a 26ª quebra de recorde de fechamento no período e o Nasdaq conseguiu a 42ª melhor marca da história em 2017.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,31% aos 21.640,75 pontos, um ponto acima da máxima obtida na sexta-feira. O S&P 500 avançou 0,54%, para 2.473,83 pontos, com novo recorde. O Nasdaq subiu 0,64% aos 6.385,04 pontos, também atingindo o maior patamar da história.


Todos os 11 setores do S&P 500 terminaram no positivo. As maiores altas ficaram com energia, de 1,46%, e matérias-primas, de 0,96%, que se beneficiaram com o avanço dos preços do petróleo. Os papéis de saúde subiram 0,81% como reflexo do fracasso da revogação do "Obamacare".


No Dow Jones, 26 dos 30 componentes encerraram em alta. Os maiores ganhos pertenceram às ações de DuPont, com avanço de 1,61%, da Boeing, que subiu 1,27%, e da United Health, de valorização de 1,25%.


Os balanços se mantiveram no foco dos investidores. A grande força motriz dos ganhos no ano tem sido o setor de tecnologia. Nesta quarta-feira, as ações de gigantes da internet, de hardware e de software confirmaram a boa fase.


Tecnologia


O índice do setor de tecnologia do S&P 500 superou hoje, ao avançar 0,56% para 992,28 pontos, seu longevo recorde que remonta a março de 2000, de 988,49 pontos. O indicador acumula 23% de ganhos em 2017 até hoje.Isso significa que os preços dos papéis do setor voltaram aos patamares da época do auge da especulação com as ações de companhias da internet.


Mas com diferenças, literalmente, fundamentais: 17 anos depois do estouro da bolha, os gigantes da tecnologia dominam a lista de maiores empresas por valor de mercado nos EUA e faturam centenas de bilhões de dólares.


Em 2000, a valorização das empresas de internet seguia a lógica das bolhas: as apostas nos papéis eram feitas com a perspectiva de que as cotações sempre se manteriam em alta. Na época, o setor era, basicamente, formado por startups não lucrativas. Os fundamentos foram ignorados diante dos contínuos e estratosféricos ganhos das ações.


Nesta quarta-feira, a quebra do recorde pelo subíndice do S&P 500 reflete o protagonismo que as ações de tecnologia conseguiram nos últimos anos. Segundo analistas, o setor hoje é considerado uma história estrutural de crescimento dos lucros. Além disso, a expansão das companhias segue descolada dos avanços cíclicos de outras áreas da economia americana, como a financeira.


Balanços


Além da boa performance dos papéis de tecnologia, os índices acionários de Nova York subiram nesta quarta-feira, impulsionados pelos balanços positivos, que têm dominado a temporada, em um dia de poucos indicadores econômicos significativos.


"Os resultados trimestrais claramente estão direcionando o mercado", afirmou Jon Adams, estrategista sênior de investimentos da BMO Global Asset Management. "Nós enfrentamos uma recessão de lucros no ano passado e agora temos dois trimestres consecutivos de crescimento nos lucros", acrescentou.


Das 53 companhias do S&P 500 que divulgaram resultados do segundo trimestre até a terça-feira, 77% ultrapassaram as expectativas de lucros e 75% excederam as projeções de receitas, de acordo com dados do "The Earnings Scout".

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