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Bolsas de NY fecham sem direção única, com Nasdaq em nova máxima

Os índices das bolsas de Nova York fecharam sem direção única nos EUA, com a atenção dos investidores dividida entre a temporada de balanços, o enfraquecimento do dólar e as notícias políticas domésticas.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em baixa de 0,13%, para 21.611,78 pontos. O S&P 500 recuou 0,02%, para 2.473,45 pontos. O Nasdaq destoou dos pares e avançou 0,08% aos 6.390,00 pontos para registrar nova máxima. Ontem, os três índices fecharam nos recordes históricos, impulsionados pelos balanços melhores do que o esperado.


No S&P 500, apenas quatro setores terminaram no positivo: saúde, que subiu 0,66%, serviços públicos, visto como defensivo, com 0,72% de alta, tecnologia, que teve avanço de 0,21%, e consumo básico, que terminou o dia com elevação de apenas 0,02%.


No Dow Jones, o tombo de 4,1% das ações de Home Depot, afetadas pela concorrência com o comércio eletrônico, ajudaram a manter o índice de "blue chips" no negativo.


Com o Federal Reserve em período de silêncio antes da reunião na próxima semana, o palco da política monetária global foi inteiramente ocupado pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, nesta quinta-feira.Apesar de ter reforçado o compromisso com os estímulos e até ter mencionado a possibilidade de estender o programa de compras de ativos para além de dezembro, mês definido como o último para o uso dessa ferramenta, o mercado leu nas entrelinhas dos comentários do comandante da autoridade que a reversão gradual do afrouxamento quantitativo se aproxima cada vez mais.


O BCE decidiu nesta quinta-feira manter inalterados o programa de compras de ativos e as taxas de juros após dois dias de reunião de política monetária. Draghi concedeu a tradicional entrevista depois do evento e afirmou que o conselho do banco ainda não discutiu o futuro do chamado QE. Porém, o presidente do BC da zona do euro informou que as discussões sobre o tema devem começar nos próximos meses."Nós fomos unânimes em não definir uma data para quando vamos discutir mudanças no futuro", afirmou. "Em outras palavras, nossas discussões vão começar no outono [do Hemisfério Norte], uma vez que estamos na Europa".


Draghi também ressaltou que o conselho do BCE será muito cauteloso quando for abordar a questão de quando e o quão rápido vai começar a desmontar o programa de estímulos. Para analistas e investidores, no conjunto, as declarações reafirmaram o cenário debatido atualmente pelos agentes do mercado que inclui uma extensão do QE, mas com redução gradativa do montante de aquisições a partir de janeiro.


Embora na avaliação geral de analistas e investidores o presidente do BCE tenha adotado um tom mais inclinado ao afrouxamento monetário do que o esperado, a perspectiva de aproximação do início do desmonte do programa impulsionou o euro para as máximas desde agosto de 2015 ante o dólar e levou a um enfraquecimento da divisa americana frente aos pares internacionais. A moeda única também subiu para o maior patamar em oito meses frente à libra.


A notícia nos Estados Unidos de que o supervisor especial do FBI Robert Mueller começou a investigar as transações das companhias do presidente americano Donald Trump com empresários russos também acionou a cautela nos mercados acionários.

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