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Ibovespa encerra a semana com queda de 1,15%

Depois de subir 5% na semana passada, o Ibovespa caiu 1,15% nesta semana. A falta de previsibilidade política e as férias no Hemisfério Norte restringiram os negócios com ações. Nesta semana começaram a ser divulgados os resultados financeiros referentes ao segundo trimestre do ano. Os números foram positivos e vieram dentro do esperado pela maior parte dos analistas. "Esses resultados já estavam nos preços. A bolsa só deve ter um outro movimento de alta se os dados vierem muito acima das expectativas", diz um operador.


Outro fator que já está no atual patamar do Ibovespa é a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e do Fed, banco central americano, na quarta-feira da próxima semana. A expectativa é de que o Fed mantenha a taxa de juros inalterada entre 1% e 1,25% ao ano. No caso do Copom, os investidores esperam um corte de um ponto percentual com os juros caindo a 9,25% ao ano.


Desde o evento que deflagrou a crise política, em 17 de maio, o Ibovespa, que estava em 67.540 pontos, voltou para os 64.684 pontos, mas ainda acumula queda de 4,22%. A falta de previsibilidade é o principal fator que limita apostas de longo prazo. "A dinâmica de curto e médio prazo é favorável para a bolsa de valores, mas o cenário à frente tem riscos que essa dinâmica benigna pode estar subestimando. É um quadro que exige cautela na medida em que não está claro se o upside remanescente remunera adequadamente estes riscos, como a não aprovação das reformas, por exemplo", diz Alexandre Mathias, superintendente de desenvolvimento de produtos e negócios da Bram.


No pregão de hoje, a queda no preço das commodities faz com que o Ibovespa fechasse em baixa. As ações da Vale e da Petrobras recuaram e como têm participação de 17% na composição do Ibovespa ajudaram a colocar o índice no terreno negativo. O Ibovespa caiu 0,39% aos 64.684 pontos com giro financeiro de R$ 4 bilhões, bem abaixo da média diária do ano, que é de R$ 6,1 bilhões.


O preço do minério de ferro caiu 1,3% em Qingdao, na China. Aqui as ações preferenciais classe A da Vale recuaram 0,96% e os papéis ordinários tiveram baixa de 0,77%.


As ações preferenciais da Petrobras recuaram 3,13% - a maior baixa do dia - e os papéis ordinários tiveram queda de 2,49%, seguindo a baixa do preço do petróleo no mercado internacional. Os contratos futuros de petróleo WTI com vencimento em setembro recuavam 2,30% a US$ 45,84 o barril.


Entre as maiores altas do Ibovespa estavam as ações da Localiza, com valorização de 4,44%. A companhia divulgou ontem que teve lucro líquido de R$ 129,3 milhões no segundo trimestre, um aumento de 31,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de negócios com as ações da Localiza teve alta de 250% em relação ao dia anterior. Os papéis da companhia giraram R$ 133,10 milhões, contra R$ 38,04 da véspera.


As ações da Rumo subiram 3,11%. Em relatório distribuído a clientes, o Deutsche Bank informa que espera que a alavancagem líquida da companhia seja reduzida neste ano devido a um aumento significativo nos transporte de colheitas de milho e soja, bem como a eficiência de custo contínua devido à economia de escala e ao uso de locomotivas mais eficientes em termos de combustível.


As ações das Cyrela subiram 2,53%. A empresa divulgou na quarta-feira que encerrou o segundo trimestre com volume de lançamentos de R$ 640 milhões, o que corresponde a um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.


Os papéis do sistema financeiro fecharam em queda, com destaque para as ações do Banco do Brasil, que recuaram 0,78%. De acordo com operadores, as ações podem ter passado por um movimento de realização de lucros. A expectativa é de que o resultado financeiro dos bancos tenha uma melhora na provisão para devedores duvidosos (PDD), mas sem crescimento na carteira de crédito.

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