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Mercado segue otimista e fecha acima dos 70 mil pontos; Eletrobras cai

A bolsa de valores resistiu à tendência de realização de lucros depois da alta de ontem e sustentou o patamar dos 70 mil pontos ajudada por uma série de notícias positivas. O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 0,67% aos 70.478 pontos e movimentou R$ 6,3 bilhões. O destaque do dia foram as ações do setor de siderurgia.


Entre os fatores que animaram os investidores está a aprovação da TLP (Taxa de Longo Prazo) em comissão especial mista por 17 votos favoráveis e 6 contrários. A proposta agora segue para o plenário da Câmara dos Deputado e, depois, para o Senado. A MP perde validade em 6 de setembro se não for aprovada pelas duas casas. A medida é vista como positiva pelos investidores porque vai diminuir o subsídio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ao setor privado.


Outra notícia positiva para os investidores foi o anúncio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) que aprovou a inclusão de mais R$ 44 bilhões de investimentos a serem contratos até 2018. Serão oferecidos à iniciativa privada 13 aeroportos e mais Congonhas, em São Paulo. Também entraram no programa de concessões a BR-153 e a BR-364, e a hidrelétrica de Jaguara, da Cemig. Onze lotes de linhas de transmissão devem ser vendidos em leilão e haverá a desestatização da Casa da Moeda.


As ações da Cemig, que chegaram a subir 4,87% durante o dia, desaceleraram a alta após o anúncio do PPI e fecharam com valorização de 0,81%.


No meio da tarde, a notícia de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista à agência de notícias Reuters afirmando que "ninguém é insubstituível", sinalizando que poderá não disputar as eleições presidenciais do próximo ano agradou os investidores. O ex-presidente percorre o Nordeste em uma caravana de pré-campanha e está em Alagoas.


As ações do setor siderúrgico tiveram as maiores valorizações do pregão. A maior alta do dia ficou com o papel preferencial da Gerdau Metalúrgica, com ganho de 7,42%. A alta do papel foi intensificada faltando trinta minutos para o fechamento do pregão, após a empresa ter anunciado uma teleconfêrencia com a imprensa, amanhã, às 9h30, para fazer uma "divulgação referente à sua governança".


As ações da Usiminas subiram 3,85%, Gerdau ganhou 2,46% e a CSN subiu 2,35%. Os papéis das companhias europeias do setor fecharam em alta e ajudaram na valorização das ações aqui. Em Londres, as ações da Antofagasta subiram 2,3%, enquanto a Rio Tinto avançou 2,1%. "Ontem, tivemos números anuais muito sólidos da BHP Billiton, e hoje, houve aumento da demanda pelas ações das empresas do setor", aponta um analista do setor. Recentemente, as três empresas anunciaram reajustes de preços. Além disso, ontem, o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) divulgou que espera um aumento de 5% nas vendas em agosto em relação ao mês anterior.


As ações PNA da Vale subiram 1,59% e os papéis ON tiveram alta de 2,13%. A alta no preço do petróleo no mercado internacional ajudou as ações da Petrobras, que fecharam com comportamentos distintos. Os papéis preferenciais tierma leve baixa de 0,22% e as ações ordinárias subiram 0,07%. Os papéis do setor financeiro também subiram e o destaque foram as ações do Itaú Unibanco, que ganharam 1,09%


As maiores quedas do dia ficaram com os papéis da Eletrobras. As ações ON recuaram 11,04% e os papéis PNB tiveram baixa de 9,13%, depois das altas de ontem após o anúncio de privatização da companhia.

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