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IPCA-15 abranda alta e tem menor taxa para setembro desde 2006

(Atualizada às 10h18) O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país, desacelerou a alta de 0,35% em agosto para 0,11% em setembro.Foi o menor resultado para um mês de setembro desde 2006, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Um ano antes, a taxa foi positiva em 0,23%.


No acumulado do ano, a prévia da inflação ficou em 1,90%, inferior à taxa apurada em mesmo período de 2016, de 5,90%.Nos 12 meses encerrados em setembro, houve alta de 2,56%, ante os 2,68% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.Tanto no acumulado do ano quanto em 12 meses, os índices foram os mais baixos para um mês de setembro desde 1998, quando foram 1,63% e 2,45%, respectivamente.


O IPCA-15 ficou abaixo da média de 0,15% apurada pelo Valor Data com 22 consultorias e instituições financeiras. O intervalo dessas estimativas ia de alta de 0,05% a 0,23%. Para o acumulado em 12 meses, a previsão era de 2,61%.


O indicador de 12 meses sinaliza que a inflação está cada vez mais abaixo do piso do sistema de metas de inflação, de 3% este ano ? a meta é de 4,5%, com tolerância de flutuação de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos.


A diferença do IPCA-15 para o IPCA do mês é basicamente o período de coleta. O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.


Índices regionais


Seis das 11 regiões pesquisadas pelo IBGE registraram desaceleração do IPCA-15 na passagem de agosto para setembro. Em quatro delas, houvedeflação no nono mês deste ano: Goiânia (-0,29%), Fortaleza (-0,24%), Salvador (-0,19%) e Recife (-0,09%).


Em Goiânia, principal destaque de queda, houve forte baixa dos preços da energia elétrica (-2,96%) e de alimentação no domicílio (-1,90%), em especial o tomate (-31,22%) e o feijão-carioca (-18,50%).


No lado das altas, Brasília registrou a maior alta no IPCA-15, de 0,69%. Em grande medida, o resultado foi puxado pelo aumento da gasolina (9,93%), que superou o que foi apurado na média nacional (3,76%). As passagens aéreas também pesaram, com elevação de 15,49%.


São Paulo teve inflação de 0,11%, a mesma taxa da média nacional. No Rio de Janeiro, o índice subiu 0,30%.


No acumulado de 12 meses, somente dois locais pesquisados registraram inflação acima de 3%: Brasília (3,91%) e Recife (4,14%).


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