Atividade industrial paulista recua 0,6% em agosto, diz Fiesp
Interrompendo uma sequência de quatro altas consecutivas, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista recuou 0,6% na passagem de julho para agosto, feito o ajuste sazonal. Na comparação com agosto de 2016, o desempenho ainda é positivo, com alta de 1,5%. No acumulado em 12 meses, houve queda, de 1,6%.
Conforme a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), responsáveis pela divulgação do indicador, o resultado negativo de agosto foi influenciado pela queda de 1,7% nas vendas reais, recuo de 0,5 ponto percentual no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) e horas trabalhadas na produção estáveis.
Para Paulo Francini, diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, a queda registrada em agosto é uma oscilação pontual em uma recuperação ainda lenta da indústria. "Esse resultado negativo não é preocupante. Não significa que a tendência de crescimento não será mantida. Apesar de ainda lenta, a economia está em recuperação", afirma Francini, em nota.
Por setores, os destaques do mês ficaram por conta de produtos farmacêuticos (1,5%) e veículos automotores (3,6%). Na ponta negativa, o setor de celulose, papel e produtos de papel apresentou retração de 2,1% no nível de atividade em agosto.
Outra sondagem realizada pela Fiesp e o Ciesp, a pesquisa Sensor de setembro mostra um quadro mais positivo. O indicador avançou 0,4 ponto em relação a agosto, para 51 pontos. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.
O indicador que capta as condições de mercado subiu de 52,9 pontos em agosto para 53,3 pontos em setembro, indicando melhora das condições de mercado. O índice de emprego avançou de 50,1 pontos para 52,2 pontos, sugerindo expectativa de contratações para este mês. A variável de vendas também avançou, saindo de 50,4 pontos para 51,8 pontos.
Apenas o indicador de estoque apresentou queda, de 48,3 pontos em agosto para 45,4 pontos um mês depois, apontando que os estoques seguem acima do ideal.
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