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Juro futuro longo recua e curto 'trava' com IPCA acima do esperado

O mercado de juros futuros mostrou algum alívio nesta sexta-feira, após as taxas longas terem registrado ontem o rali mais forte em mais de três meses. Operadores atribuíram o movimento de hoje a uma correção técnica, após as altas recentes terem deixado o posicionamento geral dos investidores "mais leve".


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 operava estável, a 7,350% ao ano. Já o DI janeiro/2021 caía a 8,910% (9,010% no ajuste de ontem) - a alta semanal é de 11 pontos-base, a mais forte desde a semana encerrada em 11 de agosto (27 pontos).


Até mesmo o IPCA mais alto teria sido argumento para as vendas de DIs mais longos. "[O IPCA] ajudou a dar uma 'segurada' [na queda] nos juros curtos, contendo um pouco as apostas de Selic ainda menor", diz um profissional.


Pela primeira vez em meses, o IPCA veio mais alto que o esperado. O índice subiu 0,16% em setembro sobre agosto, bem acima da projeção média de 0,08% de analistas consultados pelo Valor Data.


Profissionais dizem que a composição geral do índice não muda a visão de que a dinâmica dos preços é benigna. Mas ponderam que novas "surpresas" nessa direção combinadas com a migração do mercado a apostas de Selic já na casa de 6% devem servir de trava a abertura de posições adicionais a favor de queda dos juros.


"Depois de corte de 600 pontos-base na Selic, esperamos que o Copom reduza mais o juro, mas modere o ritmo", diz o Goldman Sachs em nota. O banco não compartilha da visão de que a Selic cairá abaixo de 7%, prevendo que a taxa básica de juros fique exatamente nesse patamar.

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