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Em encontro com Temer, Latam Brasil defende "céus abertos" com os EUA

16/10/2017 12h58

A vice-presidente sênior de clientes do Grupo Latam Airlines, Claudia Sender, também presidente da Latam Brasil, e o diretor-presidente da Latam Airlines Brasil, Jerome Cadier, que responde à executiva na aérea brasileira, defenderam nesta segunda-feira (16) em encontro com o presidente Michel Temer, em Brasília, a aprovação pelo Brasil do acordo de "céus abertos" com os Estados Unidos.


O "céus abertos" permite que empresas aéreas dos dois países possam criar rotas entre Estados Unidos e Brasil de forma livre, sem restrições de quantidade de voos, frequências ou destinos atendidos.


Durante o encontro, de aproximadamente uma hora, os executivos da Latam estavam acompanhados por quatro diretores da American Airlines, a maior companhia aérea dos Estados Unidos. Estavam no encontro Art Torno, vice-presidente sênior da aérea dos Estados Unidos; Robert Wirick, diretor para regulação internacional; Dilson Verçosa, diretor da American Airlines no Brasil, e Joel Velasco, sócio-diretor da Albright Stonebridge.


A Latam Brasil e a American Airlines têm um acordo operacional por meio do qual as duas empresas poderão planejar de forma conjunta os voos entre Brasil e Estados Unidos, dividindo e compartilhando despesas entre elas nas rotas entre os dois países ? o chamado Joint Business Agreement. O contrato foi assinado em janeiro de 2016, mas não foi implementado porque aguarda aprovação dos órgãos reguladores de cada governo.


No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já deu sinal verde para o negócio. Mas nos Estados Unidos, a aprovação só virá se o governo brasileiro ratificar o acordo de "céus abertos".


O acordo foi assinado em 2011 e vinha sendo implementado por etapas, de forma paulatina, desde então.


Mas, para plena efetivação, o texto precisa passar por uma ratificação no Congresso e no Executivo ? algo que chegou a entrar na pauta do Legislativo Federal este semestre, mas foi retirado da agenda por falta de consenso entre os políticos e mesmo no setor da aviação.


Enquanto Latam e Gol defendem o acordo ratificado, Azul e Avianca preferem a manutenção das regras atuais, segundo as quais existe um teto de voos para empresas americanas e brasileiras.


A Latam afirma que os acordos de céus abertos entre os dois países vai ampliar a conectividade do Brasil com o mundo, atraindo mais investimentos e oportunidades de negócios.

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