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Abiquim: Volume de importação de produtos químicos sobe 28% em 9 meses

26/10/2017 16h57

De janeiro a setembro deste ano, as importações de produtos químicos em volume saltaram 27,9% e passaram a responder por 37,8% da demanda nacional desses itens, o maior índice já registrado, de acordo com dados preliminares da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).


Por outro lado, as exportações mostraram arrefecimento e o índice de vendas externas manteve-se praticamente estável na comparação com os mesmos nove meses do ano passado, exibindo alta de apenas 0,2%.


Conforme a entidade, a produção de químicos de uso industrial cresceu apenas 0,54% de janeiro a setembro, enquanto as vendas internas recuaram 1,22%. O consumo aparente nacional (CAN), por sua vez, mostrou elevação de 7,1%, impulsionado pelas importações e reforçando o quadro de melhora no ambiente econômico interno.


No terceiro trimestre, a produção cresceu 5,44% frente aos três meses imediatamente anteriores e as vendas internas subiram 12,63%, refletindo a base fraca de comparação Ainda assim, os dados corroboram a expectativa de retomada da economia, indica a associação.


Em nota, a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, destaca que, apesar da melhora, os índices deste ano ainda estão "muito abaixo dos registrados em 2007". "Após quase três anos mergulhados em profunda crise, a expectativa é pela retomada consistente e duradoura da economia brasileira e, mais especificamente, da indústria. Mas, para isso, algumas medidas estruturantes e de longo prazo precisam ser tomadas", observa.


Além disso, a diretora lembra que a valorização do real em relação ao dólar no período recente, de quase 20%, levou à diminuição das exportações e aumentou o ímpeto das importações.


Em relação ao índice de preços da indústria, na média dos últimos três meses houve deflação nominal de 3,97%, sobre o intervalo de abril a junho deste ano. Esse movimento, conforme a Abiquim, reflete o recuo da cotação do barril do petróleo e do gás natural no mercado internacional e a mudança na estrutura de suprimento de químicos no mundo, com a liderança maior dos Estados Unidos, que se tornaram exportadores.