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Lucro da BP sobe 9,2% no terceiro trimestre, para US$ 1,77 bilhão

31/10/2017 11h13

A BP informou nesta terça-feira que o lucro atribuível aos acionistas subiu 9,2%, para US$ 1,77 bilhão no terceiro trimestre de 2017. Já a receita avançou 27,6%, para US$ 60 bilhões.


No período, a produção da petrolífera ficou em 2,46 milhões de barris equivalentes por dia, alta de 16,3%. O crescimento foi provocado pela aceleração da operação de grandes projetos da empresa. Segundo a BP, a expectativa é que a produção continue crescendo no quarto trimestre com o avanço operacional de vários projetos e a recuperação da produção, que foi limitada no trimestre por atividades sazonais de manutenção.


No terceiro trimestre, o resultado refletiu as maiores vendas de petróleo e gás, e maior produção, incluindo o impacto da renovação da concessão de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, além do início da operação de três grandes projetos de exploração.


A petrolífera também informou que o fluxo de caixa operacional do terceiro trimestre ficou em US$ 6,6 bilhões, excluindo os efeitos dos pagamentos relativos ao vazamento do Golfo do México, alta de 37,5% em relação ao mesmo trimestre de 2016. Com a inclusão desses pagamentos, o fluxo de caixa vai para US$ 6 bilhões, alta de 140% no mesmo período.


A dívida líquida da empresa cresceu, contudo. Em 30 de de setembro, a dívida líquida era de US$ 39,8 bilhões, elevação de 22,8% ante os US$ 32,4 bilhões de igual período do ano anterior.


"Neste trimestre, três novos projetos de exploração e produção e o maior lucro em cinco anos na área de refino e distribuição, impulsionado por operações confiáveis e gastos disciplinados, têm gerado lucros e fluxo de caixa expressivos", diz o diretor-presidente da BP, Bob Dudley, em comunicado. Ele afirmou que ainda há espaço para mais crescimento e que a empresa continuará trabalhando para aumentar a distribuição de dividendos para seus acionistas.


A empresa informou que vai começar a recomprar ações no quarto trimestre, apoiada por uma forte geração de caixa desde o início do ano, que permitiu cobrir os seus compromissos de despesas e o pagamento de dividendos a US$ 49 por barril. O programa de recompra visa compensar a diluição causada pelos pagamentos de dividendos em espécie, embora não tenha especificado a extensão da iniciativa. Os dividendos do trimestre ficaram em US$ 0,10, inalterados em relação a 2016.