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Operações com cartão de crédito crescem em 2017 para R$ 843 bilhões

(Atualizada às 14h46) O valor movimentado pelos cartões de crédito em 2017 aumentou 12,4% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 842,6 bilhões. Os cartões de débito tiveram alta de 12,6%, somando R$ 508 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), que promoveu nesta terça-feira (13) oCongresso dos Meios Eletrônicos de Pagamentos.

De acordo com números divulgados pela associação, os cartões pré-pagos movimentaram R$ 6,6 bilhões em 2017, com alta de 68,8%. As compras não presenciais, feitas por meio de computadores ou aplicativos, movimentaram R$ 167,6 bilhões em 2017 no ano passado, o que significa um crescimento de 16,5%.

O presidente da Abecs, Fernando Chacon, afirmou que os números mostram a relevância do mercado de cartões, mas ponderou que ainda há muitas oportunidades na mesa. O executivo lembrou que os saques em dinheiro movimentaram R$ 1,31 trilhão em 2017.

Chacon, que também é diretor de marketing, comunicação corporativa e relações institucionais do Itaú Unibanco, ressaltou que há espaço para o cartão de crédito ser usado como forma de financiamento no Brasil.

De acordo com a Abecs, a inadimplência nos cartões foi de 6% no ano passado. No segmento de pessoas físicas, ficou em 5,2%. Cinco de cada 100 usuários de cartão de crédito entram no rotativo. Com a mudança das regras, a taxa de juros dessa modalidade saiu de mais de 400% para 207,1% ao ano. "É uma redução muito relevante", afirmou Chacon.

A taxa de desconto (MDR), que é cobrada dos lojistas em transações recebidas via cartão de crédito ou débito, também vem caindo, segundo Chacon, o que pode incentivar ainda mais o uso desses meios de pagamento.

A média do MDR no crédito ficou em 2,6% no ano passado. No débito, de 1,45%.

Segundo Chacon, a entrada de novos competidores levou a essa redução e vai continuar pressionando as taxas para baixo.

Bancarização

Para Chacon, o aumento da bancarização trará também um aumento do consumo.

"No Brasil, o cartão pré pago ganha representatividade conforme o seu acesso for massificado. Muitos lojistas são credenciados e têm de ter um domicílio bancário para poder receber por uma conta de pagamento. Com a massificação do meio eletrônico de pagamento no bolso do consumidor, acreditamos no aumento do consumo", afirmou.

Chacon ainda falou sobre o uso dos pagamentos via dispositivos portáteis e os chamados "vestíveis" (meios de pagamento integrados em acessórios e peças do vestuário, como pulseiras). O executivo não acredita em uma massificação do uso no curto prazo. "Isso acontecerá conforme a população for conhecendo e sentindo segurança nisso", afirmou. Chacon destacou que o parque de POS (maquininhas de cartão) no Brasil está "fortemente preparado para receber os mobiles payments".

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