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FGV: Intenção de investimentos na indústria avança no 1º trimestre

A intenção de investimentos da indústria atingiuo maior nível desde o último trimestre de 2013, apontou levantamento daFundação Getulio Vargas (FGV).O indicador quemede a disseminação do ímpeto de investimento entre as empresas industriaisavançou 7,7 pontos nos três primeiros meses de 2018, em relação ao trimestre anterior, atingindo 123,7 pontos.

Com o resultado, o Indicador de Investimentos chega ao quarto trimestre consecutivo acima dos 100 pontos, nível em que a proporção de empresas prevendo aumentar o volume de investimentos produtivos nos 12 meses seguintes é superior à das que projetam reduzir os investimentos. Isso não ocorria desde 2014. Ainda assim, o indicador continua abaixo do nível médio de 2012-2013, os dois últimos anos anteriores à longa recessão de 2014-2016.

Entre o quarto trimestre de 2017 e o primeiro deste calendário, houve aumento da parcela de empresas que preveem investir mais, de 26,6% para 34,7%, acompanhado do crescimento, em menor magnitude, da proporção das que preveem investir menos, de 10,6% para 11,0%.

Grau de certeza em relação aos investimentos

Na sondagem de investimentos da FGV, as empresas industriais também são consultadas trimestralmente sobre o grau de certeza quanto à execução do plano de investimentos nos 12 meses seguintes.

No primeiro trimestre de 2018, a proporção de empresas certas quanto à execução do plano de investimentos foi de 33,4%, superando a parcela de 19,2% de empresas incertas. O saldo de 14,2 pontos percentuais representa o melhor resultado desde o quarto trimestre de 2015. No trimestre anterior, o saldo havia sido de apenas 1,5 ponto, com proporções de 26,8% e 25,3%, respectivamente.

O resultado geral da pesquisa reforça o cenário mais favorável ao investimento que vinha se desenhando nos últimos meses. Houve avanço da intenção de realização de investimentos e redução da parcela de empresas incertas para o segundo menor valor da série. Ainda assim, há que se considerar os riscos ainda elevados no ambiente político com potencial para afetar de alguma forma o ambiente econômico levando a reavaliações sobre dos programas de investimento.

"O resultado corrobora um cenário de aceleração dos investimentos em 2018, respaldado pela expectativa de retomada do crescimento do setor da Construção e de mais um bom ano da Agropecuária e da Indústria de Transformação", diz Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas da FGV. "A sondagem também identificou redução da incerteza quanto à execução dos planos de investimento, uma boa notícia mas que deve ser absorvida ainda com cautela diante das dúvidas com relação ao processo eleitoral e suas repercussões sobre a economia", afirma.

Essa edição da Sondagem de Investimentos da FGV coletou informações de 673 empresas entre os dias 2 de janeiro e 1º de março.

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