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Ibovespa tem dia de trégua e se acomoda nos 84 mil pontos

17/04/2018 18h11

O Ibovespa aproveitou os dois últimos pregões de quedas seguidas e os ventos favoráveis do exterior hoje para recuperar o patamar dos 84 mil pontos. O movimento, no entanto, ainda é modesto e indefinido, diante das dificuldades dos investidores de colocar no preço o cenário eleitoral no Brasil, cada vez mais próximo.

O índice fechou em alta de 1,48%, aos 84.086 pontos, depois de sair da mínima nos 82.810 pontos para uma máxima em 84.191 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,6 bilhões.

O fato de o volume financeiro continuar relativamente fraco ainda indica que, a despeito da recuperação, o investidor está preferindo evitar montar ou desmontar posições, ainda à espera de desdobramentos que justifiquem um movimento ou outro.

Em uma ambiente de poucas novidades hoje, o setor elétrico foi um dos grandes destaques, em meio a um noticiário intenso. A EDP Energias do Brasil (+3,85%) acompanhou os ganhos generalizados do setor, com os investidores estimulados pela disputa travada entre a Enel e Neoenergia pela compra do controle da Eletropaulo.

Os ganhos no dia, no entanto, foram generalizados e atingiram ações de importante peso e participação no Ibovespa, caso da Vale (+3,12%), Petrobras ON (+1,83%), Petrobras PN (+1,99%) e Itaú Unibanco (+1,65%).

Segundo um operador, o Ibovespa também encontra no exercício de opções sobre o índice um impulso. O vencimento acontece amanhã e gera uma disputa entre comprados e vendidos que impulsiona o volume financeiro e também colabora para o interesse do investidor pontualmente hoje.

"Mesmo assim, o volume financeiro menor que temos visto recentemente mostra que o mercado ainda está em compasso de espera", diz o operador.

Em relatório de análise gráfica, o Itaú BBA afirma que o Ibovespa aproveita o ritmo mais positivo dos mercados internacionais para se sustentar acima do suporte de 82.800 pontos. A indefinição, no entanto, ainda é grande.

Na ponta negativa, um destaque é a Eletrobras. A ON (-0,27%) e a PNB (-2,13%) da companhia cederam hoje ainda com ruídos em relação à desestatização, depois que o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio disse que a análise do processo de privatização das seis distribuidoras do grupo deve levar, pelo menos, mais um mês ? o que inviabiliza o leilão em maio e joga mais dúvidas sobre o futuro da holding.