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Ibovespa reduz queda, mas investidor segue na defensiva

15/06/2018 16h02

O Ibovespa tenta se sustentar no nível dos 70 mil pontos nesta tarde, mas a forte pressão gerada no exterior em conjunto com as dúvidas no front doméstico mantém o índice no campo negativo e os investidores da bolsa na defensiva.

Às 15h28, o Ibovespa operava em queda de 1,62%, aos 70.262 pontos, depois de ter ido à mínima nos 69.583 pontos (-2,57%). O giro financeiro foi de R$ 7,8 bilhões.

Hoje, o ambiente no exterior é negativo para emergentes e o real só não se desvaloriza porque o Banco Central (BC) continua intervindo no mercado para conter a volatilidade cambial. Mas lá fora, o petróleo teve hoje quedas fortes, enquanto as bolsas operam também pressionadas. Persistem as preocupações em torno de uma guerra comercial entre Estados Unidos e a China, depois que o presidente americano anunciou mais uma adoção de tarifas para importados chineses.

E, do lado doméstico, o cenário ainda é negativo e por isso os ativos mais líquidos da bolsa continuam sendo usados para dar vazão à saída do investidor: operam no campo negativo o Banco do Brasil (-0,79%), além de Petrobras ON (-2,61%), Petrobras PN (-2,45%) e Vale ON (-4,35%). A queda da bolsa só não é maior por causa dos bancos, que, depois de já terem sofrido nesta semana, hoje se recuperam, caso de Bradesco ON (+1,49%), Bradesco PN (+1,34%) e Itaú Unibanco PN (+0,95%).

"O que enxergamos é um descrédito na política econômica no Brasil e uma intensificação das incertezas sobre o que vai acontecer daqui para frente porque, desde a greve dos caminhoneiros, a percepção sobre o país piorou muito. Vimos o quanto o atual governo está fragilizado e até a eleição temos uma falta de clareza grande", afirma Ari Santos, gerente da mesa de operações da H. Commcor.

Entre as maiores altas, permanece a Braskem PNA (+18,56%), que reflete a grande expectativa do investidor com a provável saída da Odebrecht do controle da petroquímica, depois que foi confirmado que o grupo negocia com a LyondellBasell a venda da sua fatia. A Braskem é controlada pela Odebrecht e pela Petrobras.

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