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Odebrecht negocia venda da Braskem para holandesa LyondellBasell

15/06/2018 09h35

(Atualizada às 14h)A Odebrecht negocia a venda da totalidade de sua participação na Braskem para a holandesa LyondellBasell, segundo comunicado divulgado na manhã desta sexta-feira (15) pela empresa petroquímica, que tem ações negociadas na bolsa.

O Valor PRO antecipou, em 23 de maio, que a multinacional apresentou uma oferta à Odebrecht, que controla a Braskem. A Petrobras é sócia da empresa.

"As negociações estão em estágio preliminar e foi concedida exclusividade à LyondellBasell no âmbito das tratativas, que são regidas por acordo de confidencialidade", diz o documento.

A Braskem também foi informada pela controladora de que a operação está sujeita a determinadas condições, entre as quais uma diligência contábil, à negociação de contratos definitivos e às aprovações societárias, "não existindo, nesta data, qualquer obrigação vinculante entre LyondellBasell".

Conforme a petroquímica, caso a transação seja consumada, os demais acionistas da Braskem têm garantidas as mesmas condições que forem negociadas com a Odebrecht.

Em nota conjunta à imprensa, as companhias destacam que "LyondellBasell e Braskem compartilham uma forte cultura de excelência operacional e legados de inovação". "Acreditamos que a potencial combinação das forças complementares, portfólios de produtos e áreas operacionais de LyondellBasell e Braskem criariam um valor significativo aos nossos acionistas, clientes e colaboradores", informaram.

A partir da assinatura do acordo de exclusividade entre Odebrecht e LyondellBasell, para uma operação de combinação entre a companhia holandesa e a Braskem, é que serão definidas as condições de preço e pagamento para uma possível transação.

Diversos atores podem influenciar essa definição, com destaque para a Petrobras, que controla conjuntamente a petroquímica brasileira, e os bancos credores da Odebrecht, que possuem as ações da Braskem como garantia para R$ 12 bilhões em dívidas da empresa.

Anteriormente, a companhia holandesa havia sinalizado uma avaliação de R$ 52,00 por ação de Braskem. Contudo, segundo pessoas ligadas às conversas, o parâmetro é superior.

A definição do valor de avaliação da Braskem será tema exclusivo de negociação entre Odebrecht e LyondellBasell. Contudo, os direitos da Petrobras podem influenciar a forma de pagamento e o desenho da operação. Já o acordo de fornecimento de nafta da Petrobras à Braskem tem impacto direto sobre o valor.

A estatal já declarou publicamente, mais de uma vez, o desejo de sair do setor petroquímico e vender sua participação na Braskem. A Odebrecht sustenta que seu plano é se manter no setor. Assim, a expectativa de pessoas ligadas às conversas é que a Odebrecht prefira trocar sua participação na Braskem por ações da LyondellBasell e que a Petrobras prefira vender e monetizar o ativo, recebendo em dinheiro.

A empresa holandesa está disposta a uma combinação que atenda aos interesses dos diversos sócios. Aos minoritários, será oferecida à mesma oportunidade dos controladores.

Petrobras

A Petrobras informou que, caso a negociação seja finalizada com êxito, a estatal brasileira irá analisar os termos e condições da oferta, "de forma a avaliar o exercício dos seus direitos previstos no acordo de acionistas" da petroquímica.

A petroleira informou ainda que recebeu, na quinta-feira, correspondência da Odebrecht, acionista controladora da Braskem, comunicando o início das tratativas com a holandesa.

Ontem, conforme informações públicas no site da Petrobras, o presidente da holding Odebrecht, Luciano Guidolin, esteve com o presidente da estatal, Ivan Monteiro, para levar as informações a respeito da assinatura do contrato de exclusividade.

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