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Desinvestimentos da Petrobras atingem até agora 20% da meta

19/06/2018 12h06

A Petrobras avançou com seu programa de desinvestimentos ao longo dos últimos dias. Três negociações passaram para novas fases e uma operação foi concluída desde a semana passada.

A expectativa é que, até o fim do ano, a companhia acelere o ritmo dos negócios. A estatal tem a meta de anunciar US$ 21 bilhões em vendas de ativos no biênio 2017-2018 mas cumpriu, até o momento, 20% dos desinvestimentos previstos.

O programa de venda de ativos é um dos pilares do plano de negócios da Petrobras, dentro da estratégia de reduzir seu endividamento.

Desde que Ivan Monteiro assumiu a presidência da petroleira, este mês, a empresa avançou com três negócios em curso: iniciou a fase vinculante da venda do pacote de campos terrestres do Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe; deu início à fase não vinculante da venda de 50% do campo de Tartaruga Verde e do Módulo III do campo de Espadarte, em águas profundas na Bacia de Campos; e do desinvestimento do campo de Baúna, em águas rasas na Bacia de Santos.

Na sexta-feira (15), a petroleira concluiu também a venda de 25% do campo de Roncador (Bacia de Campos), para a Equinor (ex-Statoil). A operação rendeu a entrada de US$ 2 bilhões no seu caixa.

Também nos últimos dias, houve novidades no desinvestimento da Braskem, com o anúncio de que a Odebrecht iniciou as tratativas para venda de sua fatia de 38% na petroquímica para a LyondellBasell. A Petrobras é cocontroladora da Braskem, com uma fatia pouco superior a 36%, e tem direito, estabelecido por acordo de acionistas, de preferência e "tag along" (ou venda conjunta).

O avanço das negociações durante os últimos dias confirma a expectativa do mercado, já que Ivan Monteiro vinha conduzindo os desinvestimentos na diretoria financeira da estatal. Pouco antes de renunciar à presidência da companhia, Pedro Parente havia sinalizado para a aceleração das negociações nos próximos meses.

Pacotes

A Petrobras possui, hoje, 17 pacotes de ativos à venda, em diferentes fases.

Os negócios em fases mais embrionárias são os de venda dos polos de refinarias do Nordeste e Sul e dos campos em águas profundas de Sergipe.

Entre os mais avançados, em fase vinculante, estão dez pacotes: a refinaria de Pasadena; o pacote de campos de águas rasas do Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe; o conjunto de campos terrestres da Bahia e Rio Grande do Norte; a PetroAfrica; os campos de Piranema e Piranema Sul (Sergipe); a Transportadora Associada de Gás (TAG); o pacote de venda das fábricas de fertilizantes de Araucária (PR) e Três Lagoas (MS); o campo de Maromba (Bacia de Campos); os ativos de distribuição de combustíveis do Paraguai; e o pacote de campos terrestres do Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Já em fase não vinculante de negociações, estão outros quatro pacotes: a venda de 50% do campo de Tartaruga Verde e do Módulo III do campo de Espadarte; o campo de Baúna; a BSBios; e o conjunto de campos de águas rasas do Ceará e Nordeste.

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