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Cresce número de trabalhadores acima de 60 que deixam de se aposentar

25/06/2018 10h34

Os brasileiros estão adiando cada vez mais a decisão da aposentadoria e provocando, dessa forma, um aumento do contingente de pessoas com mais de 60 anos de idade na força de trabalho, mostra levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na base de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Carta de Conjuntura do Ipea, divulgada nesta segunda-feira (25), o total de trabalhadores ocupados (empregados, empregadores, funcionários públicos etc.) com mais de 60 anos mostrou uma trajetória diferente das demais faixas etárias ao longo dos últimos anos.

Com exceção do ocorrido nos segundo e terceiro trimestres de 2016, a população ocupada dessa faixa etária vem se expandindo, com ritmo mais significativo a partir de 2017, a taxas de 7% e 8%.

"Os dados retratam que o crescimento dos mais idosos na força de trabalho não ocorre porque tem aumentado o número desses trabalhadores que estão saindo da inatividade e retornando ao mercado de trabalho e, sim, porque vem recuando a parcela de idosos que decidem sair da força de trabalho e ir para a inatividade, independentemente de estarem ocupados ou não", informou o estudo.

Desses trabalhadores de mais idade, 46% residiam na região Sudeste, 56% eram do sexo feminino e 63% se declaram chefes de família no primeiro trimestre deste ano, segundo o levantamento do Ipea. Além disso, 45% trabalhavam por conta própria e 27% estavam ocupados no mercado de trabalho formal. Eles estavam em sua maior parte dedicados ao comércio (17%), à agricultura (15%) e ao setor de serviços de educação e saúde (10%). Do total, 67% tinham apenas o ensino fundamental incompleto, percentual que tem se reduzido (era de 71% em 2012).

De acordo com os pesquisadores do Ipea, apesar da maior dificuldade desses trabalhadores para conseguir se reempregar, o estudo mostra que a parcela de idosos que se mantinha ocupada durante todo o trimestre saltou de 80% para 83% entre 2012 e 2018. Por fim, ressaltaram que a participação desse grupo no total da ocupação cresceu de 6,3% em 2012 para 7,8% em 2018, o que também reflete o envelhecimento da população brasileira.

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