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Ibovespa sobe em dia de baixa liquidez e pressão no exterior

O Ibovespa começa a semana em ritmo lento. Depois de passar a maior parte do pregão no zero a zero, o índice conseguiu tomar fôlego para se aproximar dos 71 mil pontos. A relativa tranquilidade do mercado, no entanto, continua sendo uma história de curto prazo.

Após ajustes, o Ibovespa avançou 0,44%, aos 70.953 pontos. Na mínima, caiu 1,22%, aos 69.779 pontos; na máxima, avançou 0,97%, aos 71.323 pontos. O giro financeiro hoje foi de R$ 7 bilhões, ligeiramente abaixo da média negociada em junho e no ano.

O que garantiu a marginal recuperação da bolsa hoje foram os tombos fortes recentemente, quando o mercado por aqui se descolou mais do exterior. A busca por um portfólio mais defensivo continua, o que justifica a alocação em companhias do setor elétrico, como Cemig (+4,10%) e, principalmente, Equatorial (+3,56%). Papéis que operam mais descontados em relação aos pares, como Banco do Brasil (+2,91%), também viram opção num mercado cercado de incertezas.

A recuperação de hoje, no entanto, é tão de curto prazo que o Ibovespa continua no caminho para fechar o mês no vermelho. No acumulado de junho, o índice cai 7,56%; em 2018, a baixa é de 7,13%. Em maio, a bolsa já tinha acumulado queda de mais de 10%.

E a barreira que impede o índice traçar uma tendência positiva vem do agravamento das tensões comerciais no mundo. O presidente americano, Donald Trump, voltou a ameaçar parceiros comerciais, ao declarar que poderia sobretaxar veículos importados da Europa em 20%. O resultado foram as bolsas americanas fechando em quedas superiores a 1%.

Com isso, os ativos mais conectados ao exterior, como Vale (-1,77%) e siderúrgicas, acabaram atraindo mais o investidor que deseja embolsar lucros. A Petrobras só não fez parte do grupo porque o debate sobre a sessão onerosa permanece vivo, mesmo com a dificuldade de garantir quórum para votar o tema nesta semana por causa do feriado no Nordeste e da Copa do Mundo.

O texto-base do projeto que permite à Petrobras vender seus direitos de exploração no pré-sal foi aprovado na semana passada, mas ainda falta apreciar os destaques. Mesmo assim, o investidor, especialmente o local, segue de olho no tema: a PN subiu com mais força hoje (+3,90%), enquanto a ON teve igual dinâmica, embora ligeiramente mais fraca (+1,86%).

Só que o contexto de risco no Brasil, com as eleições cada vez mais perto, e no exterior, com as tensões comerciais, impedem qualquer otimismo. Essa é a leitura que alguns bancos e varejistas continuam capturando, como Bradesco ON (-0,64%), Gol (-4,33%) e B2W (-1,54%).

"Mantemos cautela maior no curto prazo. O exterior segue desafiador e o quadro doméstico não é dos mais animadores. Atuações do BC e do Tesouro tentam manter o bom funcionamento do mercado, mas nada nos leva a acreditar que o viés será muito positivo nos próximos dias", diz a Guide Investimentos, em relatório distribuído a clientes hoje.

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