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Acha que passar em concurso é impossível? Esse erro é comum, mas maléfico

William Douglas

William Douglas

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"Tudo vale a pena, se a alma não é pequena".

O verso consagrado do brilhante poeta Fernando Pessoa não poderia ser mais adequado para comentar um dos principais erros cometidos por concurseiros, quando confrontados pela insegurança e medo do insucesso nas provas: acreditar que é impossível e desistir.

A ideia da impossibilidade vem limitando estudantes desde que existem as provas e, hoje, falarei um pouco mais sobre esse erro que é tão comum quanto maléfico para a sua preparação.

O voo "impossível" do besouro

Dizem que, segundo as leis da aerodinâmica, o besouro não seria capaz de voar. Seu corpo é muito grande, suas asas são muito pequenas, o formato do seu corpo não propicia o deslocamento do ar e, mesmo assim, ele voa. A anedota criada sobre essa "impossibilidade" aerodinâmica é de que o besouro voa porque nunca disseram para ele que não poderia.

A história pode ser engraçada, mas reflete uma mensagem muito importante: as coisas só são impossíveis quando nos convencemos de que são. Crer na possibilidade é o primeiro passo rumo à conquista de qualquer sonho ou objetivo.

Objetivamente, a crença na possibilidade é o que irá construir as condições (psicológicas, físicas e pragmáticas) ideais para que se alcance o objetivo, e isso não é um conhecimento obtido apenas pela leitura de materiais que tratam sobre o assunto, mas da observação atenta, ao longo dos anos, de diversos casos que chegam a mim.

Muitas pessoas que conheço deixaram de acreditar em seus objetivos e sonhos e acabaram criando empecilhos para conquistá-los. No mundo dos concursos, costumo usar o exemplo dos "amigos" que falam que concurso é maracutaia, jogo de cartas marcadas ou peixada. Aquele que se deixa levar por esses argumentos falaciosos acaba reproduzindo esse discurso para justificar um insucesso que tenha tido e deixa de levar a sério a preparação.

Desculpa para não realizar o sonho

Há o caso ainda daqueles que se enganam. Inscrevem-se em cursos preparatórios, compram todos os livros, assinam revistas e periódicos, participam de fóruns e redes sociais de concurseiros acreditando que isso será o suficiente para atender às expectativas da família e amigos e ser aprovado. Mas, no fundo, não acreditam que podem realmente passar e deixam de fazer o mais importante: estudar com afinco e fazer questões de concursos anteriores.

As pessoas olham o sonho, o objetivo, as metas com um respeito tão grande que os veem longe, muito longe, um longe quase inalcançável e usam isso como uma desculpa para não "pagar o preço" do sonho.

Não seja mais um a cometer esse erro. Não perceba seu objetivo como algo intocável, distante, irreal. Veja-o, toque-o, sinta-o, ouça-o e perceba-o em tudo o que você fizer. Não se limite pela ideia da impossibilidade, não dê ouvidos às pessoas que querem que você acredite que não é capaz ou àquela vozinha interior que diz que seu sonho é grande demais para você. Antes, motive-se pela ideia da possibilidade.

Se você tem o sonho de transformar a sua realidade pelo caminho dos concursos, trabalhe para isso. Se for desistir, que seja uma decisão tomada após muito avaliar os prós e contras e por sua própria consciência. Não se permita influenciar pelas palavras, às vezes cruéis, de terceiros e nem por acreditar que não tem capacidade.

Você é o único responsável por seu sucesso, portanto, não se apequene. Dê o melhor de si, invista em si mesmo e agarre as chances que surgem com unhas e dentes. E lembre-se do velho poeta: "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena".

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William Douglas

William Douglas é juiz federal, autor e professor.

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