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Bancos estimularão canais digitais e estudam controle de acesso a agências

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

17/03/2020 10h46Atualizada em 17/03/2020 18h58

Uma reunião virtual ontem, coordenada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com representantes de entidades sindicais de bancários, decidiu criar um grupo de contingência para troca de informações sobre ações contra o coronavírus (Covid19) e estuda ações que podem ser adotadas pelos bancos brasileiros.

Uma das decisões já tomadas é reforçar medidas de higienização nos bancos, com estímulo ao uso de canais digitais.

Além disso, as instituições financeiras irão avaliar caso a caso se há necessidade de controle de entrada em agências. A avaliação desta medida leva em conta a cautela de não expor clientes fora das agências a aglomerações ou outros riscos.

Atividade essencial

Uma nova reunião foi feita nesta terça-feira com as 236 entidades sindicais que representam os cerca de 450 mil bancários, também de forma virtual. Após o encontro, a Febraban divulgou uma nota descartando a possibilidade de fechamento das agências. Segundo a entidade, o setor "segue procedimentos previstos na legislação bem como práticas internacionais, em que os bancos foram considerados atividades essenciais, como saúde e segurança, e não tiveram seu funcionamento interrompido".

A nota informou ainda que foi oficializado a criação da Comissão Bipartite Covid-19, um canal para troca de informações entre bancos e as entidades, destacou que milhares de bancários já estão trabalhando em esquema de home office e que foram criados novos protocolos de limpeza das agências. "As equipes encarregadas da tarefa foram orientadas a intensificar a higienização, especialmente dos locais com maior contato das pessoas, como maçanetas, balcões, botões de elevadores e superfície dos caixas eletrônicos", diz a federação.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.