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Minha empresa reduziu meu salário! 4 dicas para economizar R$ 2.000 por ano

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

23/06/2020 04h00

Muita gente perdeu renda nesta pandemia. Segundo uma pesquisa do aplicativo Guiabolso, 54% dos funcionários CLTs e 61% dos autônomos, PJs e informais perderam renda. E se a renda já era uma preocupação antes, agora se tornou algo estressante.

Outra pesquisa, do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, fala que quatro em cada dez pessoas acham que não ganham o suficiente para poupar, e 43% delas ficam estressadas com sua situação financeira pelo menos uma vez na semana. A gente só perde para a Índia nesse quesito (47%).

Mas se a renda baixa e desigual é uma realidade, como lidar com ela? Separei quatro dicas de como lidar com a diminuição do salário:

1. Tenha uma planilha

Mas de novo essa história? Sim, de novo. Se você já cuida de suas finanças com uma planilha, caderninho ou aplicativo, saiba que pertence a um grupo restrito e já está à frente nessa corrida!

Segundo a CNDL/SPC Brasil, 48% dos brasileiros não controlam o orçamento, o que significa que não possuem planilha ou confiam apenas na memória.

A planilha, na verdade, é um grande guia para você tomar decisões de onde cortar (caso seja preciso), o quanto precisa melhorar a sua renda se os cortes já foram feitos, e qual é sua capacidade de investir. Sem ela, você fica cego!

2. Envolva todos na conversa

De nada adianta ter suas contas controladas se tem de dividi-las com outros que não controlam, seja pai e mãe, namorado (a) / marido (esposa), ou mesmo amigos da república.

Jogue limpo com todos caso esteja neste esforço de economizar porque o barato (no caso, a economia de conversa) pode sair caro.

3. Pequenas economias

Pequenas economias fazem a diferença! Quer um exemplo? Se você gasta R$ 40 por mês para manter uma conta bancária, já são quase R$ 500 no ano.

Junte aí mais R$ 50 por mês de diversos serviços de streamings contratados, mais duas pizzas de R$ 50 cada, e já teria dinheiro para uma viagem legal pelo Brasil (o dólar está caro demais para viajar barato para outro país, por enquanto).

Para você que parou para fazer a conta, eu explico: em um ano, a economia soma R$ 480 da manutenção da conta corrente, R$ 600 dos streamings e R$ 1.200 das pizzas. Ou seja, R$ 2.280 potencialmente economizados nessas trocas.

Estou falando que você deve abandonar suas séries e começar a ler livros? Sim e não!

O conhecimento sempre é uma saída, e ler é bom. Mas estou dizendo que cada pessoa consegue pensar nas trocas possíveis, o que pode abrir mão, e que, mesmo que o valor pareça pequeno, no longo prazo faz muita diferença.

Se está em dúvida se consegue cortar, faça a conta em 12 meses. A dor no bolso facilita a decisão.

4. Use a tecnologia e sempre compare preços

A quarentena veio nos provar o quão conectados podemos ser mesmo distantes, pelo menos se você é classe média e vive em centros urbanos com bom sinal de internet.

Seguindo a linha de pequenas economias, use a tecnologia para facilitar seu trabalho de pesquisar preços. Há sites que possuem todos os panfletos do mercado, apps que comparam produtos, sites de promoções, alertas de preço que você pode programar, cupons de desconto e sites que você usa para ter cashback. Tudo isso vale muito a pena!

Qual outra dica você daria? Conte nos comentários ou fale com a gente no nosso canal do YouTube, Instagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

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