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Saiba onde os milionários investem e o que fazer para também investir

César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

31/07/2020 18h21

Você já deve ter ouvido falar que as melhores oportunidades de investimentos estão disponíveis apenas para quem tem muito dinheiro e só consegue ficar mais rico quem já é rico.

As fintechs de investimentos têm mudado esse cenário!

Eu sou César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia. E, neste artigo, bem como no vídeo acima, no qual respondo a perguntas ao vivo sobre o tema, vou traduzir como é possível investir em oportunidades que antes só estavam disponíveis para milionários e grandes fundos de investimentos.

Até pouco tempo, esses fundos exigiam enormes fortunas para começar a aplicar o dinheiro por ali. Mas, agora, estão se tornando cada vez mais populares, e com muito menos dinheiro já é possível investir em títulos judiciais, na construção de imóveis e até em direitos autorais de streaming de música.

Vamos a alguns tipos de investimentos que têm se popularizado:

Fundos de private equity

Private equity é uma modalidade de investimentos em que um fundo investe em empresas em forte crescimento, mas que ainda não têm ações na Bolsa de Valores.

Dessa maneira, o fundo se torna sócio de uma parte da empresa em que investe e passa a participar ativamente de sua gestão e administração, muitas vezes, inclusive, aportando dinheiro extra para sua expansão.

O objetivo desse tipo de investimento normalmente é fazer com que a empresa consiga abrir capital na Bolsa, fazendo um IPO (quando há o lançamento de ações na Bolsa de Valores pela primeira vez) para, nessa hora, terem a opção de deixarem de ser sócios do negócio e realizarem o lucro do investimento inicial.

A expectativa de um fundo de private equity sempre é "comprar na baixa e vender na alta". Ou seja, se tornar sócio de uma empresa e fazê-la valorizar para ter lucro com essa empreitada.

O investimento mínimo inicial para fazer parte de um fundo desse tipo pode facilmente passar dos R$ 100 mil e é necessário aguardar entre três e sete anos para ter o retorno esperado, que conta com certa dose de incerteza.

Fundos de venture capital

Os fundos de venture capital não são tão diferentes dos fundos de private equity em sua estratégia: em ambos, os investidores se tornam sócios de uma empresa com a expectativa de que ela cresça, se valorize, para então venderem suas participações acionárias com lucro.

A diferença é que os fundos de venture capital focam em empresas menos maduras que os fundos de private equity, sendo que o foco em muitos casos são as startups que já possuem clientes e receitas, que tem maior potencial de crescimento e valorização, porém com risco equivalente.

Os investimentos iniciais também costumavam girar na casa das centenas de milhares de reais, dificultando a entrada do pequeno investidor.

Nessa direção, estão surgindo fintechs que, embora não cumpram exatamente o mesmo papel, têm facilitado o investimento em empresas com grande potencial de crescimento, sem exigir investimentos iniciais tão grandes.

A Captable é uma crowdfunding de investimentos em startups que oferece a possibilidade de se tornar sócio de uma dessas empresas modernas que estão surgindo, com investimentos a partir de R$ 1.000.

Eu já falei sobre os dez melhores aplicativos de investimentos que antes só estavam disponíveis para investidores com grandes fortunas, mas que agora são acessíveis para se começar com muito menos dinheiro.

Fundos de investimentos alternativos

Fugindo do mercado tradicional, há um mundo à parte de investimentos alternativos que antes só os grandes fundos e milionários tinham acesso, como a construção de imóveis, investimentos em títulos judiciais, em carros de colecionadores, em vinho, ouro e até em direitos autorais de streaming de música.

A Hurst Capital é mais uma fintech que tem a proposta de popularizar essas modalidades de investimentos, em que é possível investir nesse tipo de coisa com rendimentos de até 20% ao ano.

Cada investimento tem sua particularidade, mas, em geral, o investimento que você faz se transforma em antecipação de recebível para a outra parte, e depois você recebe seu dinheiro acrescido de juros em forma de rendimentos.

Mercado imobiliário

O mercado imobiliário também é uma modalidade que exige um investimento inicial considerável. Afinal, se já não é barato pagar a entrada de um financiamento, quem dirá comprar um imóvel a vista para investir.

Conhece alguém que gosta de investir em imóveis para alugar? Você é assim?

Hoje, além desse mercado tradicional, há alternativas digitais, que possibilitam que se comece a investir com muito menos dinheiro do que comprar uma casa ou apartamento.

Além dos fundos imobiliários, que já estão muito mais consolidados, a CapRate e a Glebba são duas plataformas que permitem escolher em qual empreendimento imobiliário investir com a partir de R$ 1.000, que é um investimento muito menor que a entrada de qualquer financiamento, e oferecem retornos superiores à renda fixa.

Nessa mesma direção, a MatchMoney, outra solução digital do ramo imobiliário, permite que qualquer pessoa invista em empresas que precisam transformar alguns recebíveis em dinheiro em caixa no presente, usando como garantia os imóveis da empresa que quer receber investimentos.

Todas essas empresas surgiram para permitir o acesso do pequeno investidor a esses tipos de investimentos que antes só estavam disponíveis para grandes fundos e milionários, e ainda não cobram nenhuma taxa de investimento de seus clientes.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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