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Desemprego em alta: 9 ideias de renda extra sem sair de casa

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

25/08/2020 18h20

O país criou 131.010 vagas de emprego formais em julho, segundo dados do Caged divulgados na última sexta-feira (21). O dado positivo saiu após quatro meses seguidos de queda de empregos formais. Ainda assim, o saldo do ano mostra que, entre contratações e demissões, foram fechadas 1 milhão de vagas com carteira assinada em 2020. O desemprego chegou a 13,1% da população em julho.

O fato é que muitas pessoas perderam o emprego ou viram a renda diminuir após cortes no salário ou queda nas vendas. Eu, Yolanda Fordelone, economista do Econoweek, a tradução da economia, falo na coluna de hoje, assim como no vídeo acima, sobre como ter fontes de renda extra neste momento. Separei nove dicas de renda extra, envolvendo maiores e menores quantias. As duas primeiras ideias na verdade servem bem como uma compensação de gastos, ou seja, para cobrir alguns custos Também conto quais destas opções eu já utilizei.

1. Cashback

Nesta quarentena, eu, assim como muitos brasileiros, passei a concentrar cada vez mais minhas compras na internet. Em abril, cheguei até a comprar ovo de Páscoa por um aplicativo de mercado. O intuito não é promover gastos, mas se já for comprar algo, por que não ter parte do dinheiro de volta?

Eu, particularmente, tive cashback do PicPay que passei a usar nos últimos meses. Carreguei R$ 50 para o Bilhete Único em São Paulo e me devolveram R$ 10, por exemplo. Também tive cashback do meu cartão de crédito (R$ 120 no total), valor que usei para reduzir a próxima fatura. No varejo online, passei a usar mais a Meliuz e até agora juntei R$ 50 na plataforma. Todas são quantias pequenas, mas em conjunto podem te ajudar com algumas contas.

2. Perguntas Rewards

Há uma semana comecei a usar o Rewards, um aplicativo do Google para perguntas. Ele basicamente te pergunta se você esteve em uma loja, quando e a maneira de pagamento. Ao responder, você ganha alguns centavos ou reais. Geralmente, há uma pergunta a cada um ou dois dias. Acumulei R$ 5,31 ao usar o app por poucos dias.

É pouco dinheiro, mas o esforço é mínimo (leva menos de um minuto cada pesquisa) e você pode deixar de gastar com aplicativos. No meu celular, por exemplo, tenho apps pagos de streamings e edição de fotos. Pretendo usar o saldo em breve para este tipo de consumo.

3. Marmitas ou outras comidas

Este é um exemplo clássico desta quarentena em que muitas pessoas passaram a pedir comidas online. Nunca fiz renda extra cozinhando, mas aprendi desde cedo em casa que essa pode ser uma boa fonte de renda. Entre diversas atividades para complementar a aposentadoria, minha avó já vendeu bolo, tapiocas e, em seu último emprego de 3 horas por dia, fazia café em uma empresa na rua dela. Conseguiu com isso ter uma boa fonte de renda extra (em épocas como fim de ano chegou a vender 40 bolos por dia).

Minha avó parou de fazer cafés por conta do isolamento em casa, mas você que está lendo este artigo e que tem a internet a seu favor pode vender pelo Instagram e grupos de Whatsapp.

4. Venda de itens usados

Este tipo de renda extra é pontual, afinal você não irá se desfazer de itens parados todos os meses. Ainda assim, isso pode gerar um bom dinheiro. Nesta categoria, se encontram sites como Enjoei, OLX e Mercado Livre. Já os usei tanto para comprar como para vender. No ano passado, vendi uma jaqueta de moto e livros pela OLX, tendo conseguido R$ 600 em um mesmo mês.

5. Venda seu conhecimento

Existem várias plataformas de cursos hoje em dia em que você pode se cadastrar e oferecer seu conhecimento. Udemy e Sapium são alguns desses sites. E todo mundo tem alguma especialidade, mesmo que você ainda não saiba qual é a sua.

Para descobrir a sua, comece por pensar sobre o que gosta e o que sabe fazer bem. Se pergunte sobre o que seus amigos pedem ajuda. Eu, particularmente, só participei como convidada de um curso online da Conquer, mas essa área é algo que me agrada para tentar uma renda extra.

6. Freelas

Caso não queira transformar o seu conhecimento em curso, use suas redes pessoais e sociais para tentar freelas na sua especialidade. Nesta quarentena, peguei alguns freelas para escrever textos e um conteúdo educacional para uma editora, já que, além de economia, tenho formação em jornalismo. Também já dei aula particular de economia e fiz consultoria financeira. Sugiro fortalecer suas publicações e divulgações via LinkedIn para chegar a mais pessoas.

Além da rede própria, algumas plataformas onde você pode divulgar seu trabalho e tentar chegar a empresas e consumidores que buscam algo são 99freelas e Fiverr.

7. Aluguel de quartos ou imóvel

As pessoas não estão viajando muito, mas estão de home office. O que não te contaram é que o "office" não precisa ser em "home". Muitos amigos estão optando por alugar espaços fora de São Paulo, no interior ou praia, para passar uma ou duas semanas trabalhando. Eu particularmente já viajei alugando um quarto pelo Airbnb no litoral de São Paulo, mas não tenho imóvel para alugar para outras pessoas. Se você tiver, aproveite.

8. Vendas e compras de milhas

Se você viajou muito no ano passado e acumulou milhas, saiba que é possível vendê-las. Eu já viajei mais barato comprando e trocando milhas, mas nunca cheguei a ganhar dinheiro com isso. Em todo caso, há amigos que já ganharam muito dinheiro (R$ 10 mil em um ano).

Vale a pena acessar seu cartão de crédito e programas de fidelidade de companhias aéreas para verificar se não tem nenhuma milha que você poderia vender. Para negociar, existem sites como o MaxMilhas.

9. Afiliados

O nome até pode estar se tornando popular recentemente, mas tenho certeza que você conhece o serviço. Já comprou algum produto da Natura ou Boticário por revistas de catálogo? Se sim, trata-se disto: ganhar pela venda de produtos de terceiros. A diferença é que atualmente cada vez mais as redes sociais podem ser usadas, principalmente se você tiver muitos seguidores. Também podem ser anunciados não só produtos, mas cursos.

Obviamente, você deve procurar vender produtos ou cursos que tenham a ver com o seu público. Se fala de fotografia, vai ser difícil engajar seus conhecidos a fazer um curso de finanças, por exemplo. Veja o que faz sentido e no que você acredita. Se não sabe por onde começar, o site Hotmart é um exemplo de local onde você pode buscar cursos para propagar e ganhar comissões sobre as vendas.

Gostou das dicas? Tem outras fontes de renda extra? Conte nos comentários ou fale com a gente no nosso canal do YouTube, Instagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.