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Debate americano teve briga e crítica à Amazônia. O que muda para o Brasil?

César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

01/10/2020 18h20

Você deve ter recebido mensagens e assistido a várias notícias comentando sobre o debate dos candidatos à presidência dos Estados Unidos, já que os americanos, em 3 de novembro, escolherão se manterão Trump ou se preferirão Joe Biden como presidente a partir de 2021.

Esse foi apenas o primeiro debate e, infelizmente, as minhas expectativas foram confirmadas: o debate não teve o nível esperado para um presidente da maior economia do mundo.

Mas o que podemos esperar das eleições americanas? Quem será o próximo presidente? O que muda para o Brasil?

Eu sou César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia. Agora, vou traduzir tudo isso em poucas palavras. No vídeo acima, também dá para assistir ao bate-papo no qual dei minha opinião e conversei com seguidores do Econoweek para saber mais sobre o que cada um está pensando.

Quem é Trump?

Donald Trump é o atual presidente dos Estados Unidos, membro do Partido Republicano e com fama questionável de empresário de sucesso de Nova York, mais conhecido como apresentador da versão americana de O Aprendiz, aquele reality show no qual demitia participantes.

Quem é Biden?

Ex vice-presidente de Barack Obama, Joe Biden é o candidato do Partido Democrata dos Estados Unidos, que pretende vencer Trump nas urnas e se tornar o próximo presidente da maior economia do planeta e, consequentemente, o político mais influente do mundo.

Como foi o debate?

O debate entre Trump e Biden foi de baixo calão, com dificuldade de se estabelecer uma discussão clara que se chegasse a alguma conclusão em torno de qualquer assunto.

Houve até troca de xingamentos e um mandando o outro calar a boca!

Não que estranhemos esse tom. Aqui no Brasil, infelizmente, os debates também andam cada vez mais rasos, com trocas de ofensas, mentiras contadas de todo lado, com políticos praticando as "fake news" que dizem condenar.

Quem venceu o debate?

Há poucas divergências quanto a isso: não houve um vencedor claro nesse debate. De modo que as pesquisas de intenção de voto também não deverão se alterar muito depois disso.

Por enquanto, Biden continua à frente de Trump. Se as eleições fossem hoje, as pesquisas apontam que 51% dos votos iriam para Biden e 43% para Trump.

Tipicamente, as ações e outros ativos na Bolsa costumam reagir antecipadamente aos fatos. Com as Bolsas americanas próximas às suas máximas históricas, não parece haver um temor de que Biden seja eleito.

O que muda para o Brasil?

Nesse debate americano, Joe Biden teceu críticas à condução da política ambiental brasileira e disse que, caso eleito, conduziria articulações para o Brasil parar de destruir a Amazônia ou sofreria "consequências econômicas significativas".

Bolsonaro, inclusive, rebateu essas críticas tanto no Twitter como em seu discurso na ONU, dizendo que há clara "cobiça internacional" pela Amazônia.

Com Bolsonaro e sua equipe declaradamente apoiadores de Trump, caso Biden seja eleito, teriam que pelo menos amenizar bastante o tom para seguirmos com a condução de parcerias comerciais estratégicas entre Brasil e Estados Unidos.

Qual é sua opinião sobre isso? E quem você gostaria que vencesse as eleições americanas? Conte nos comentários ou fale com a gente no nosso canal do YouTube, Instagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.