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BDRs na Bolsa e outros quatro investimentos para pequenos investidores

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

21/10/2020 18h20

Se você ler esta coluna até o fim, ou ver o vídeo acima, sairá dela quebrando um tabu: investir não é só coisa de rico. Eu sou Yolanda Fordelone, economista do Econoweek, e hoje mostro cinco opções para quem tem até R$ 500 para aplicar. No vídeo, comento mais sobre os BDRs e os valores das companhias mais buscadas.

BDRs

A começar pelo investimento que deve mexer com as bolsas nesta quinta-feira, os BDRs a partir de amanhã passam a ser permitidos para a pessoa física. BDRs são papeis que representam ações de empresas estrangeiras negociadas em bolsas ao redor do mundo.

Há dois tipos: os patrocinados, que são emitidos pela própria empresa no Brasil, e os não patrocinados, emitidos por instituições depositárias, sem o envolvimento da empresa. No Brasil, os BDRs não patrocinados são maioria e até hoje só podiam ser comprados por investidores qualificados, quem tem mais de R$ 1 milhão.

Agora com a possibilidade de a pessoa física comum comprar, fica mais acessível. Os BDRs da Alphabet (dona do Google), por exemplo, eram negociados a R$ 360. Há exemplos mais caros, no entanto, como os papeis da Amazon (R$ 9 mil).

Ainda assim, a XP Investimentos fez uma pesquisa entre seus clientes e descobriu que 85% dos investidores estariam dispostos a investir até 25% do patrimônio em ações de empresas fora do país.

O setor de tecnologia é o que atrai a maior atenção dos investidores brasileiros (86% declararam interesse). Além das companhias já citadas, nele há empresas como Apple, Microsoft, Facebook e Tesla, por exemplo.

Vale lembrar que apesar do baixo valor inicial, investir em ações exige conhecimento e estudos, não sendo indicado em geral para quem está começando a aplicar agora.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é a plataforma do governo de venda de títulos públicos. Quando você aplica em um destes papeis, na verdade, empresta seu dinheiro ao governo e este, por sua vez, se compromete a devolvê-lo em uma certa data e com correção de juros. Nesta quarta-feira, 21 de outubro, o investimento mínimo era de R$ 34,99.

O Tesouro Direto acaba sendo a porta de entrada no mercado financeiro por poder ser resgatado em qualquer momento. Alguns títulos, como os que acompanham a taxa Selic, são sugeridos para os primeiros investimentos na reserva de segurança.

CDBs e LCIs

Os Certificados de Depósito Bancários também são dívidas, mas com bancos. Ao comprar um CDB, você empresta dinheiro aos bancos. Em buscas em plataformas como a Yubb e app Renda Fixa, os CDBs estavam sendo oferecidos a partir de R$ 1.

Além dos CDBs, há as Letras de Crédito Imobiliário. O funcionamento é parecido com o do CDB com a diferença de que a pessoa física é isenta de Imposto de Renda. Nos CDBs, o imposto varia de 22,5% a 15% sobre o rendimento do período (quanto maior o tempo, menor a taxa).

Fundos de ações ou ETFs

Antes de entrar no mercado acionário, um investimento que está em alta entre as pessoas físicas, é preciso estudar sobre o tema. Muitas vezes, um caminho para quem tem menos conhecimento e tempo para se dedicar é aplicar via fundos.

Você compra uma cota do fundo chamado ETF, como se fosse uma ação, e vê ali diariamente o valor se alterar.

O fundo representa uma cesta de ações. Assim, ao comprar um ETF automaticamente você já está comprando diversos papeis e diversificando a carteira. ETFs que acompanham o Ibovespa eram negociados na faixa de R$ 90 no dia deste coluna.

Fundo imobiliário

Os fundos imobiliários de menor valor eram negociados por centavos nesta quarta-feira, mas há de tudo neste mercado: fundos que investem em imóveis em construção, fundos que aplicam em imóveis de aluguel e ainda fundos que compram papeis de renda fixa do mercado imobiliário, como LCIs e CRIs.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.