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E se os planos mudarem? 3 dicas para planejar as finanças

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

10/11/2020 04h00

No meu primeiro estágio em empresa grande, quando ainda era jornalista de economia, lembro de uma pergunta que a minha ex-chefe me fez: como você se imagina daqui a cinco anos?

Minha resposta foi "casada, comprando minha casa e editora de jornal". Deu tudo errado. Ou, melhor dizendo, certo.

Passei por um namoro e terminei, mudei completamente minha carreira como contei neste vídeo e nas finanças também passei por mudanças, como todo ser humano adulto deve passar um dia.

Na coluna de hoje, eu, Yolanda Fordelone, economista do Econoweek, a tradução da economia, listo algumas dicas de planejamento financeiro, já prevendo mudanças ao longo da vida.

São três sugestões na hora de você pensar nas finanças, mas antes uma pergunta. Como você se imagina daqui a cinco anos: mais rico? Casado ou solteiro? Com ou sem filhos?

1. Autoconhecimento

Se imaginar no futuro é o primeiro exercício para entender como fazer um planejamento financeiro que te deixe tranquilo, mesmo que o plano inicial não dê certo.

Mas como a vida muda, é importante rever esse pensamento com o passar dos anos.

Ajuda muito pensar em perguntas como: Quanto precisa para viver com tranquilidade? Como você se imagina no futuro? Quais são as opções se o seu plano não der certo?

2. Produtos adaptáveis

A segunda dica para lidar com mudanças na vida é ter produtos financeiros que possam se adaptar à sua nova realidade. Quando a gente começa a vida, por exemplo, no que diz respeito a investimentos, costumamos aceitar correr mais riscos. Depois, vêm os filhos, dependentes, patrimônio e uma lista de coisas que você passa a querer proteger.

Investimentos mais estáveis passam a ganhar maior importância, assim como produtos que garantam essa segurança, como seguros de vida.

Por isso, é importante escolher produtos que te atendam no momento, mas que possam mudar com o tempo. Exemplos disso são investimentos que possam ser vendidos e seguros que possam ser alterados.

3. Tenha um plano B

Ninguém casa pensando na separação, investe pensando nas perdas, nem pensa em uma outra série de situações que fogem do controle. Mas tenha sempre um plano B. O que significa isso em exemplos:

  • Divida os gastos do casal em uma conta conjunta, mas tenha também sua reserva;
  • Pague a escola e cursos do seu filho, mas também garanta um dinheiro caso você não esteja ali para cobrir essa educação até a independência dele;
  • Invista em ações, se for do seu perfil, mas tenha uma reserva de segurança para emergências de curto prazo.

A regra geral fala em ter 70% da renda voltada aos gastos no presente, para manter o padrão de vida, entre 20% e 25% para os planos futuros, como aposentadoria, uma viagem ou a compra de uma casa, e o restante (entre 5% e 10%) para imprevistos (aqui entra, por exemplo, o plano de saúde, a reserva de emergência ou mesmo os seguros de carro e de vida).

Onde encontrar

  • Investimentos que formam as primeiras reservas normalmente são encontrados dentro da renda fixa tradicional. Sugiro procurar opções dentro do aplicativo Renda Fixa;
  • Para quem já fez a reserva de emergência e outros colchões iniciais, a recomendação é buscar um pouco além da renda fixa tradicional. Uma opção que está crescendo atualmente é o CCB, encontrado em plataformas como a Hurst e a MatchMoney;
  • Seguros de vida e outras proteções são encontrados em seguradoras como a MetLife;
  • Qualquer que seja o plano, caso precise pode contar com a ajuda de planejadores financeiros. A Planejar é a responsável por certificar este profissional e lista as pessoas autorizadas a prestar o serviço.

Se quiser entender mais sobre o tema, veja o vídeo acima. Você tem um planejamento financeiro? Deixe um comentário ou tire sua dúvida pelo nosso canal do YouTube e Instagram.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.