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O que muda para o investidor brasileiro com o novo presidente americano?

César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

12/11/2020 04h00

Joe Biden é o presidente eleito dos Estados Unidos! Enquanto isso, Trump tenta descreditar o processo eleitoral americano, com acusações de fraudes eleitorais mesmo sem apresentar sequer uma prova. Mas por que há tanta polêmica?

As eleições americanas são bem diferentes das brasileiras e a contagem e recontagem de votos demora bastante por lá.

Mesmo assim, é quase unânime entre as principais autoridades do mundo o reconhecimento da vitória de Biden sobre Donald Trump, que deverá deixar o cargo de presidente da maior economia do mundo no início de 2021.

Eu sou César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia. Agora, vamos discutir os principais pontos que devemos prestar atenção daqui para frente, principalmente em assuntos que têm impactos na economia e nos investimentos.

No vídeo acima, conversei com a também economista Paloma Brum, especialista em impactos políticos na corretora Toro. Foi uma conversa ao vivo em que todos os #Econoweekers puderam mandar suas perguntas. Vale a pena o clique!

Vamos aos principais pontos:

Impasse jurídico

Quem está acompanhando as eleições e o mundo dos investimentos sabe que um dos principais temores dos investidores era justamente um resultado apertado nas eleições e recursos de Trump na Justiça para desqualificar o processo eleitoral que daria vitória a seu opositor.

Pois foi exatamente o que aconteceu e mesmo assim as Bolsas de Valores estão subindo mundo afora.

Embora não possamos isolar o efeito positivo de notícias promissoras de vacinas contra a Covid-19, aparentemente, os investidores estão confiantes de que Trump acabará passando o bastão da presidência, mesmo que deixando um pouquinho de confusão pelo caminho. E alguma volatilidade nas Bolsas ainda pode ser observada nas próximas semanas.

Guerra Comercial

Com Biden na presidência, a tendência é que a guerra comercial com a China fique mais branda, muito embora o democrata não seja exatamente um liberal e já tenha dado sinais de que deverá praticar algumas políticas protecionistas para tentar preservar os empregos americanos.

Mesmo assim, o diálogo entre os Estados Unidos, China e as demais nações, tende a ser mais fluido.

Parceria Brasil-EUA

Até então, Trump preferia manter conversa aberta preferencialmente com países cujos presidentes teriam certo grau de amizade.

Bolsonaro nunca escondeu sua admiração por Trump, mas mesmo assim isso nunca rendeu frutos muito claros, como por fim ou reduzir as tarifas de produtos brasileiros ou criar algo próximo a uma zona de livre comércio.

Com Biden na presidência, certamente a equipe de Bolsonaro terá que mudar de estratégia de diálogo ou poderá encontrar dificuldades adicionais criadas por falta de diálogo diplomático.

Dólar nas alturas

Outro ponto de interesse de muitos é saber para onde o dólar vai com a eleição de Biden.

Apesar de bastante imprevisível, Biden já deu sinais de que deve adotar uma política de mais gastos públicos para o combate a crise de saúde pública e também para melhor distribuição de renda.

Assim, com mais dólares circulando pelo mundo, a tendência é ele também ficar mais barato por aqui.

Para saber outros pontos importantes e entender o que vem por aí com a eleição de Biden, não deixe de assistir ao vídeo acima, que tem muito mais dicas sobre investimentos e de impactos econômicos dessa eleição, em um bate-papo muito divertido entre profissionais com grande experiência no mercado financeiro e que hoje se dedicam às redes sociais e à educação financeira.

O que você achou dessas eleições? Deixe um comentário ou tire sua dúvida pelo nosso canal do YouTube e Instagram.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.