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Retrospectiva 2020: o que aconteceu na economia neste ano

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

01/12/2020 04h00

Pode não parecer, mas 2020 está prestes a dizer adeus. Ainda que muitos dos nossos problemas continuem em 2021 - como a vacinação em massa contra o coronavírus e o baixo ritmo da economia -, o ano está perto do fim sem deixar muita saudade.

Antes de 2020 acabar, esta coluna resolveu fazer uma retrospectiva dos fatos mais marcantes na cultura, redes sociais e economia (confira no vídeo acima). Abaixo, selecionamos somente os eventos econômicos. Por mais que a gente não sinta falta de alguns deles, vale a pena aprender com o passado para termos um futuro melhor.

Economia parada

Mal o ano havia começado e as notícias do vírus começaram a circular. No Brasil, chegou oficialmente depois do Carnaval, e foi em março que foi decretada a quarentena. Com o comércio e serviços parados, o crescimento do país deixou a desejar em 2020. Na verdade, economistas esperam uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) em cerca de 4,5% nesse ano.

Desemprego

A parada da economia foi devastadora para o mercado de emprego. A taxa de desemprego está em 14,6% e atinge mais de 14 milhões de pessoas.

Auxílio emergencial

Para quem não era trabalhador assalariado, como os autônomos ou mesmo os desempregados, houve ajuda do governo (três parcelas de R$ 600, depois prolongadas, mas com o valor de R$ 300). Por mais que o valor seja baixo, o auxílio ajudou muitas pessoas a comprar itens básicos de mercado nos períodos de maior aperto.

Novas tecnologias (PIX)

Em meio ao caos econômico, o Banco Central não deixou de trabalhar pelo desenvolvimento de novas tecnologias. O lançamento do PIX, em novembro, aconteceu mesmo com todos esses eventos na economia. A tecnologia permite a transferência de dinheiro instantânea, 24 horas por dia e gratuita para pessoa física. Temos uma playlist completa de vídeos que explica tudo sobre o PIX.

Investimentos de risco

Apesar dos circuit breakers (paradas nas negociações quando há queda de mais de 10% da Bolsa) em março, a pessoa física que investe no longo prazo seguiu interessada em ações ao longo do ano. O baixo retorno da taxa Selic (atualmente em 2% ao ano) colaborou pela busca maior por ações.

Procura por produtos de proteção financeira

Ações, porém, são indicadas para quem já fez as lições básicas das finanças como a construção da reserva de emergência e a de imprevistos. Diante do cenário incerto, muitas pessoas reforçaram suas reservas, tendo o seguro de vida crescido 12%.

Onde encontrar

Seja qual for a sua fase nas finanças, há bons produtos no mercado.

  • Se estiver começando a guardar dinheiro, há o aplicativo Renda Fixa que compara CDBs e outras aplicações de diversas instituições;
  • Para diversificar a renda fixa, os CCBs surgiram com força. Um exemplo de instituição que oferece este papel é a MatchMoney;
  • Para o seguro de vida, é importante conversar com um corretor para ele entender o que você deseja proteger e lhe ajudar com simulações. Um exemplo de seguradora é a MetLife;
  • Para ações, se estiver começando, busque plataformas que não cobrem corretagem ou cobrem o mínimo. Na B3, você pode checar a lista de participantes do mercado, inclusiva corretoras, autorizados a te auxiliarem nos investimentos.

Qual foi o fato mais marcante de 2020 para você? Conte nos comentários ou fale com a gente pelo nosso canal do YouTube e Instagram.