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Bovespa sobe 1,53% no quarto dia seguido de alta, puxada por estatais

Do UOL, em São Paulo

20/03/2014 17h51Atualizada em 20/03/2014 17h58

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta pelo quarto dia seguido nesta quinta-feira (20), com valorização de 1,53%, a 47.278,48 pontos. É o maior nível de fechamento desde 27 de fevereiro, quando o índice encerrou o dia a 47.606,75 pontos.

A alta da Bolsa foi puxada, principalmente, pelo bom desempenho das estatais Eletrobras, Banco do Brasil e Petrobras. Na véspera, as ações dessas empresas também puxaram a alta da Bolsa.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,95%, cotado a R$ 2,327 na venda. É o menor valor desde 6 de março, quando a moeda norte-americana encerrou a sessão a R$ 2,321. 

Estatais em alta

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) tiveram a segunda maior alta da Bolsa, de 5,45%, a R$ 20,90.

As ordinárias e preferenciais da Petrobras tiveram a terceira e a quarta maior valorização, respectivamente. As ordinárias da petroleira (PETR3), que dão direito a voto, ganharam 4,92%, a R$ 13,43; as preferenciais (PETR4), que dão prioridade na distribuição de dividendos, avançaram 4,87%, a R$ 13,99. É o terceiro dia seguido que as ações da empresa fecham em forte alta. 

As ordinárias da Eletrobras (ELET3) ficaram com o quinto maior ganho da Bovespa, de 4,34%, a R$ 5,77.

As ações das estatais ainda refletiam rumores de que uma pesquisa de intenções de voto do Ibope mostraria avanço de candidatos da oposição sobre a presidente Dilma Rousseff. Ao contrário do esperado, a pesquisa não foi divulgada na quarta-feira (19) e, segundo o Ibope, deve ser publicada na noite desta quinta-feira.

"Isso acaba dando um fôlego para as estatais, as empresas que mais foram prejudicadas pelo governo nos últimos anos", afirmou um analista à agência de notícias Reuters.

"Mas o mercado opera em cima de boatos, pois mesmo que mude a equipe econômica, não existe nenhum direcionamento mostrando que um provável vencedor (da oposição) mudaria a forma de condução de políticas em relação às estatais", acrescentou.

Sabesp lidera quedas da Bolsa

As ações da Sabesp (SBSP3) lideraram as baixas da Bovespa nesta quinta-feira, com desvalorização de 7,5%, a R$ 19,61.

O governo do Estado de São Paulo apresentou na véspera projeto para captar água da bacia do rio Paraíba do Sul para abastecer o Sistema Cantareira ao custo de R$ 500 milhões. 

Ações de destaque da Bovespa

A construtora e incorporadora  Rossi (RSID3) liderou as altas da Bovespa, com valorização de 5,96%, a R$ 1,60.

As ações do Banco do Brasil, as ordinárias e as preferenciais da Petrobras, e a Eletrobras apareceram em seguida, respectivamente.

Na ponta oposta, a Sabesp teve a maior queda da Bolsa, seguida pela Metalúrgica Gerdau (GOAU4), que recuou 1,51%, a R$ 16,93.

A ação da companhia de concessões de infraestrutura CCR (CCRO3) caiu 1,49%, a R$ 16,55.

A siderúrgica Usiminas (USIM5) teve a quarta maior desvalorização, de 1,45%, a R$ 9,50. 

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Bolsas internacionais

As Bolsas europeias fecharam sem tendência nesta quinta-feira. Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,47%. Na Bolsa espanhola, o índice Ibex-35 recuou 0,13%. O índice português PSI20 encerrou em queda de 0,43%.

Na contramão, a Bolsa alemã subiu 0,21%. Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 0,46%. Na Itália, o Ftse/Mib teve valorização de 0,56%. 

Na Ásia, as principais Bolsas fecharam no vermelho. A insegurança dos investidores veio da expectativa de que o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, possa elevar suas taxas de juros antes do esperado.

A Bolsa de Hong Kong caiu 1,79%; o índice Nikkei, do Japão, perdeu 1,65%; a Bolsa chinesa de Xangai recuou 1,4%. Sydney, na Austrália, teve baixa de 1,15%; a Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, fechou em queda de 0,94; Cingapura perdeu 0,76%.

(Com Reuters) 

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