Dólar fecha em queda, a R$ 3,897, mesmo com anúncio de rombo nas contas
Em dia de instabilidade, o dólar comercial fechou esta terça-feira (27) com queda de 0,51%, valendo R$ 3,897 na venda.
Na véspera, o dólar tinha subido 0,67%. No mês, a moeda acumula queda de 1,73% e, no ano, valorização de 46,57%.
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Preocupação com contas do governo
Investidores continuavam preocupados com as contas do governo e com a política nacional.
Na tarde desta terça-feira, o governo oficializou que deve fechar 2015 com rombo de R$ 51,8 bilhões nas contas. O valor pode ser ainda maior porque não inclui o pagamento das chamadas "pedaladas fiscais".
Isso aumenta o temor do mercado de que o país possa perder seu selo de bom pagador com outras agências de classificação de risco, além da Standard & Poor's, que rebaixou a nota brasileira em setembro.
Juros nos EUA
Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) deve divulgar a nova taxa de juros no país. A expectativa do mercado é de que o Fed mantenha os juros próximos de zero.
Além disso, investidores esperam uma sinalização mais clara sobre quando a taxa poderá subir. Alguns, inclusive, esperam que o Fed não eleve os juros nem em dezembro, quando se reúne novamente.
"Mais importante do que a decisão em si vai ser a sinalização [do Fed]. A possibilidade de os juros subirem agora é muito remota", disse o operador de uma corretora internacional à agência de notícias Reuters.
Investidores especulam quando os juros irão subir nos EUA. Uma alta poderia atrair para lá recursos atualmente investidos em mercados como o Brasil, e deixaria o dólar mais caro por aqui.
Atuações do BC
Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos contratos de swap cambial (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos.
Até agora, o BC já rolou US$ 9,216 bilhões, ou cerca de 90% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.
Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.
(Com Reuters)
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