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Bolsa cai 1,86%, com bancos e Petrobras, após anúncio de equipe econômica

Do UOL, em São Paulo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (17) com queda de 1,86%, a 50.839,39 pontos.

Na véspera, a Bolsa havia fechado estável, a 51.802,92 pontos. No mês, a Bovespa acumula perda de 5,70%. No ano, no entanto, a alta é de 17,28%. 

A queda de hoje foi puxada, principalmente, pelo desempenho negativo das ações da Petrobras e dos bancos. Só as ações do Banco do Brasil despencaram quase 5%. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.
 

Nova equipe econômica

Pela manhã, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou os nomes que vão compor sua equipe econômica. Para a presidência do Banco Central, Meirelles indicou o o economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn. Ele vai substituir Alexandre Tombini.

A escolha de Goldfajn deixou investidores otimistas em relação aos rumos da política econômica brasileira.

"Os nomes agradaram e o mercado reagiu bem", disse o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado, à agência de notícias Reuters.

Bancos caem

Apesar do anúncio da nova equipe econômica, a sessão foi negativa para os bancos. Os papéis foram influenciados por especulações de que um aumento do tributo sobre combustíveis (Cide) poderia resultar em elevações de outros tributos, como CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

As ações do Banco do Brasil (BBAS3despencaram 4,83%, a R$ 18,14.

As ações do Bradesco (BBDC4) se desvalorizaram 3,24%, a R$ 25,06, e as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) fecharam em baixa de 2,13%, a R$ 30,26. 

Petrobras perde 2,56%

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), que dão prioridade na distribuição de dividendos, perderam 2,56%, a R$ 9,50.

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3), com direito a voto em assembleia, caíram 1,12%, a R$ 12,40.

Apesar da alta nos preços do petróleo no mercado internacional, os papéis da estatal foram influenciados pelo anúncio da venda de títulos da petroleira.

Também repercutiram especulações sobre eventual aumento da Cide, tributo sobre combustíveis, e uma potencial mudança do comando da empresa.

Gerdau tomba 5,19%

Os papéis do grupo siderúrgico Gerdau voltaram a cair nesta sessão. As ações da Gerdau Metalúrgica (GOAU4) tombaram 5,19%, a R$ 2,19, e as ações do grupo Gerdau (GGBR4) tiveram baixa de 2,60%, a R$ 6.

Na véspera, 19 pessoas, incluindo, o presidente-executivo do grupo siderúrgico, André Gerdau Johannpeter, foram indiciadas pela Polícia Federal por corrupção ativa no âmbito da operação Zelotes.

Vale sobe

No sentido oposto, as ações preferenciais da Vale (VALE5) subiram 2,90%,  R$ 12,40, enquanto as ações ordinárias da Vale (VALE3) avançaram 1,34%, a R$ 15,13.

Os papéis da mineradora foram influenciados pela alta nos preços do minério de ferro na China.

Dólar cai 0,36%, a R$ 3,492

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 0,36%, cotado a R$ 3,492 na venda. Essa é a segunda queda seguida da moeda norte-americana.

Na véspera, o dólar havia caído 0,55%. Apesar da queda, a moeda ainda acumula avanço de 1,49% no mês. No ano, a desvalorização é de 11,56%.

Bolsas internacionais

Das seis principais Bolsas de Valores da Europa, três fecharam em alta e as demais terminaram o dia em queda.

  • Inglaterra: +0,27%
  • Espanha: +0,19%
  • Portugal: -0,13%
  • França: -0,34%
  • Alemanha: -0,63%
  • Itália: -1,34%

As principais Bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em alta, exceto a chinesa, que caiu.

  • Cingapura: +1,65%
  • Hong Kong: +1,18%
  • Japão: +1,13%
  • Taiwan: +0,9%
  • Austrália: +0,69%
  • Coreia do Sul: +0,01%
  • China: -0,25%

(Com Reuters)

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