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Dólar tem 4ª queda seguida e fecha a R$ 3,169; na semana, moeda cai 2,28%

Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial caiu 0,8% esta sexta-feira (5) e fechou a R$ 3,169 na venda, o menor valor desde 16 de julho de 2015, quando a moeda norte-americana havia fechado a R$ 3,158.

Esta é a quarta queda seguida do dólar, que na véspera havia caído 1,43%. Com isso, a moeda termina a semana com desvalorização de 2,28%. No ano, a queda acumulada é de 19,73%.

Dados de emprego nos Estados Unidos influenciaram a sessão de hoje, além da entrada recursos estrangeiros no Brasil e a ação do Banco Central. 

Processo de impeachment

Na véspera, os senadores que integram a comissão do impeachment aprovaram o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) a favor do processo contra a presidente afastada, Dilma Rousseff.

Agora, as conclusões do parecer também precisam ser confirmadas em votação no plenário do Senado, o que deve acontecer na próxima terça-feira (9).

Grandes empresas vêm captando recursos nos mercados externos, e analistas esperam que o julgamento do impeachment atraia mais investimentos para o Brasil.

Operadores citavam a atração de recursos estrangeiros para o país como um dos motivos por trás da queda da moeda norte-americana. "Parece que o Brasil está ficando atraente", disse o operador da corretora de um banco internacional à agência de notícias Reuters.

Atuação do BC

Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu novamente 10 mil swaps reversos, contratos que equivalem a compra futura de dólares.

O BC vem atuando dessa forma quase diariamente desde o mês passado. 

Dados dos EUA

No cenário externo, foram divulgados dados fortes sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. Porém, investidores avaliaram que os resultados não convencerão o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) a elevar os juros tão cedo.

"(Os números) não são suficientes para mudar a avaliação de que os juros nos EUA só subirão, no mínimo, em dezembro", disse à Reuters o economista da 4Cast Pedro Tuesta.

Muitos operadores acreditam que o Fed deve esperar sinais mais contundentes de aceleração da inflação nos Estados Unidos e o impacto da opção britânica pela saída da União Europeia para voltar a elevar os juros.

Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente aplicados em países onde as taxas de juros são maiores, como o Brasil.

(Com Reuters)

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