Dólar sobe 2,17%, maior alta diária em quatro meses, e fecha a R$ 3,28

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial fechou esta sexta-feira (9) em alta de 2,17%, cotado a R$ 3,28 na venda. É a maior alta diária desde 3 de maio, quando a moeda havia subido 2,33%.

Na véspera (8), o dólar havia terminado o dia quase estável, com leve alta de 0,07%. Com isso, a moeda fecha a semana com valorização de 0,82%. No mês, a alta é de 1,57%, e no ano, tem desvalorização de 16,92%. 

A sessão desta sexta-feira foi influenciada por preocupações no mercado externo, com expectativas de alta de juros nos Estados Unidos, e também pela atuação do Banco Central. 

Atuação do BC

Nesta sessão, o BC voltou a atuar no mercado de câmbio. Ao todo, foram vendidos 10 mil swaps reversos, contratos que equivalem à compra futura de dólares.

Mercado externo 

O dia começou com pessimismo, após a Coreia do Norte fazer seu quinto teste nuclear, aumentando a tensão na região.

A inflação mais baixa na China também chamou a atenção. Em relatório a clientes, os economistas da Guide Investimentos destacaram a desaceleração da alta dos preços em agosto como um sinal de fragilidade. "É mais um fator que parece despertar cautela", afirmaram em relatório.

Juros nos EUA

A alta do dólar ganhou força após o presidente do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) de Boston, Eric Rosengren, declarar que o BC norte-americano enfrenta cada vez mais riscos se esperar muito tempo para elevar a taxa de juros.

"A declaração de Rosengren mostra que há margem para um aumento da taxa de juros norte-americana, percepção que havia perdido força depois do resultado do payroll de agosto", disse à agência de notícias Reuters o diretor da corretora de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo, referindo-se ao relatório de emprego dos EUA. 

Na sexta-feira passada, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgou que o crescimento do emprego nos EUA desacelerou mais que o esperado em agosto, o que poderia fazer o Fed desconsiderar aumento da taxa de juros.

Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em outros países onde os rendimentos são maiores, como é o caso do Brasil. 

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