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Dólar tem 6ª queda seguida e fecha a R$ 3,346, menor valor em 1 mês

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial chegou a subir 1% de manhã, mas inverteu o movimento e fechou esta segunda-feira (12) em queda de 0,81%, a R$ 3,346 na venda. É o menor valor de fechamento desde 9 de novembro, quando havia fechado a R$ 3,21. É a sexta queda seguida. 

Com isso, o dólar acumula queda de 1,23% no mês e de 15,26% no ano. Na semana passada, o dólar havia fechado com perda de 2,87%. 

Alta do petróleo

O dólar foi influenciado pela forte alta nos preços do petróleo no mercado internacional.

Membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e países que não pertencem ao grupo informaram, no sábado (10), que fecharam o primeiro acordo para cortar a produção de petróleo desde 2001.

Juros nos EUA

O mercado também estava de olho na reunião do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) na quarta-feira.

A aposta da maioria dos investidores é de que os juros devem subir. Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em outros países onde os rendimentos são maiores, como é o caso do Brasil.

Atuações do BC

No Brasil, as atuações do Banco Central também influenciaram a queda do dólar. O BC acabou de adiar os contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em janeiro e equivalentes a US$ 5 bilhões.  próximo lote vence em 1º de fevereiro e corresponde a US$ 6,43 bilhões.

Cenário político

Apesar da queda, investidores estavam preocupados, após o vazamento da delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho, que citou recursos repassados a líderes peemedebistas.

Foram citados o presidente Michel Temer (PMDB); o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-CE); o secretário de Parceria e Investimentos do governo Temer, Moreira Franco (PMDB), entre outros.

"A delação atinge Temer e seus principais ministros, o que pode prejudicar sua governabilidade e dificultar a aprovação de medidas", disse à agência de notícias Reuters o agente autônomo da assessoria de investimentos Criteria, Felipe Favero.

A preocupação é de que a crise política possa atrapalhar a aprovação de medidas econômicas no Congresso.

Só nesta semana, o governo tem importantes votações no Congresso, como a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita o crescimento do gasto público em segundo turno no Senado, na terça-feira.

Datafolha

Além disso, a desaprovação ao governo Temer subiu para 51% em dezembro, ante 31% em julho, acompanhada da queda na confiança na economia, segundo pesquisa Datafolha divulgada na véspera.

O levantamento foi realizado entre 7 e 8 de dezembro, antes de surgirem detalhes da delação da Odebrecht.

(Com Reuters)

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